Quinta-feira, Julho 09, 2009


Tudo, tudo vale a pena!

24 horas

O dia começa, eu de pijama, despenteada, trocando fralda. Dou de mamar. Coloco minha filhotinha para dormir. Ela dorme. Acorda. Tiro do berço, nino. Ela dorme. Coloco no berço, acorda. Passa uma hora e ela dorme definitivamente. Eu volto para a cama, dormindo o sono leve que só que já teve uma babá eletrônica no lugar do desperador entende. Dali a algumas horas a história se repete. Depois eu me troco, penteio, passo um rimel para mostrar ao marido "cheiro leite, mas sou vaidosa". Vou trabalhar no computador (nada de licença maternidade). No meio do e-mail, choro na babá. Subo e faço carinho na cabeça. Não é hora de mamar. Ela dorme. Acorda. Dorme. Acorda. Desisto. Levo pro carrinho e aproveito para almoçar, com uma das pernas fazendo o vai-e-vem do carrinho. Ela dorme. Acorda. Hora de mamar. Troco a fralda, dou de mamar. Faço arrotar. Coloco no berço. Dorme. Acorda. Dorme. Acorda. E assim vamos até o final do dia. Marido chega. Banho. Mamar. Dorme. Jantamos. Acorda (sim, no meio do jantar). Dorme. Acorda. Dorme. Ufa. Boa noite.

Por isso queridos amigos, não fiquem chateados se não consigo dar atenção ou retornar a ligação. Quem sabe em breve. Por enquanto, sou 100% Taly.

Domingo, Junho 28, 2009

Vida com filhos

Conversa na cozinha:

- Be, o que faremos amanhã, para comemorar nosso aniversário de casamento?
- Hummm.... uma sopa?!
Quando somos pequenas, sonhamos ser Cinderela. Quando temos filhos, imaginamos ser Bela Adormecida, nem que por uma noite apenas.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Já imaginam o motivo do sumiço, não é?

Minha princesa chegou ao mundo no início do mês, no que foi o momento mais emocionante e mais intenso de uma vida. E é aí que descobrimos que qualquer clichê que conheçamos sobre a maternidade cabe como uma luva para descrever o que sentimos.

Em breve volto com mais calma, assim que me adaptar à nova rotina de sono (ou ausência dele), mas por enquanto, estou me inundando de amor incondicional.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Minha tentativa de ser zen

Tá. A verdade é que a despedida 'pré-maternidade' não está funcionando.

Sou ansiosa demais para conseguir curtir momentos relax em frente à TV. Ontem percorri freneticamente o trajeto quarto-cozinha-escritório-quarto de bebê cerca de cinquenta vezes. Chequei meus e-mails centoevintemilhões de vezes, adiantei até trabalho que não existia, quase acabei meu livro da "Encantadora de bebês", troquei a bateria de tudo que estava ficando sem bateria pela casa, testei a cadeirinha de bebê com 'calming vibrations', andei uma hora pelo condomínio a passos extremamente desajeitados, assisti a vídeos de infância, organizei a lista de supermercado e... nada do bendito tempo passar.

Eu simplesmente não sou 'do lar' e ponto. Ainda bem que mamy chega sábado com promessa de muitas idas a Porto Alegre.

(Sim, eu sei que daqui a alguns dias a chance de eu ler este post e me arrepender de não ter aproveitado o dolce far niente é enorme, mas...)

Quinta-feira, Maio 21, 2009

Superstições

Não sou muito lá de superstições.

Passo embaixo de escada e não me importo que varram meu pé. Fujo de gato preto, mas fujo porque tenho medo. Fujo dos pretos, dos brancos e dos malhados também.
Para não dizer que não tenho nenhuma, costumo entrar no avião com o pé direito. Mas é só.
Afinal, nunca briguei com ninguém por ter entregue o saleiro em mãos.

Agora a mulherada anda dizendo que bebês nascem quando muda a lua. Sábado muda. E lua nova é lua de menina.

Será?

Terça-feira, Maio 19, 2009

O ovo do colibri mede cerca de 13 x 7,5mm. Minúsculo, não é?
Pois Porto Alegre é um bendito ovo de colibri!
Ufe!

Lá no escritório...

Lá no meu escritório as mesas são de mosaico, toca música de fundo e eles servem espresso e pão de queijo. Tudo muito chique, não fosse o fato do escritório ser um café.
Tenho diversos colegas, cujo nome ou profissão eu não sei. Tudo o que temos em comum é o wireless, o ambiente e a alegria de poder ver a luz do dia. Ah, e o fato de estarmos todo-santo-dia posicionados em nossas mesinhas.

Ontem, chegando pela tarde para enviar alguns e-mails, vejo a surpresa no rosto de um deles:

- Mas tua barriga cresceu no final de semana, hein?

Foi quando o colega da mesa da parede responde:

- E agora dá para ver que é bem barriga de guria, pelo fomato.
- Pois é.
- E tu ainda estás trabalhando?
- Ah, mas veja o lábio de baixo dela. Inchou. Agora falta pouco guria, vê se descansa.
- Pois é, descansarei, obrigada.

E assim me despeço dos colegas genéricos e do escritório virtual. Quer coisa melhor?

Domingo, Maio 17, 2009

Eu, a fresca

Tá. Eu explico.
Eu tenho mania de limpeza e arrumação. Não posso ver uma migalha na cozinha, um casaco fora do armário, papéis desorganizados ou qualquer coisa que seja fora do lugar determinado. Por mim.
Fazer o que?!
Duvido que alguém dê mais gargalhadas com as manias da Mônica do seriado 'Friends' que meu marido, que olha para mim tentando indicar que eu tenho uma alma gêmea.

E quando digo que não fui uma criança muito normal, quero dizer que não gostava de sujeira ou de bagunça. Eu parava de comer se um grão caísse fora do prato. Eu não brincava de areia. Ou de argila.
Minha mãe me matriculou no que chamo hoje de 'escola para crianças frescas', mas cujo verdadeiro nome era Arvoredo e até hoje lembro que no auge dos meus quatro anos, eu ficava horrorizada com um colega, Benjamin, que molhava os biscoitinhos no chá (eca. Até hoje detesto quando alguém faz isso e deixa migalhas boiando no líquido). Na escola, brincávamos de massinha, nos sujávamos e subíamos em árvore. Entenderam porque apelidei de 'escola para crianças frescas'?

Eu melhorei. Obrigada mãe. Mas continuo sendo um desvio padrão.
Continuo não suportando cascas de mexerica em prato sujo. Mesmo que sejam cascas, elas devem ter um prato só para elas;
Continuo não tomando água em avião, pois realmente acredito que suas moléculas ficam impregnadas do bafo concentrado;
Continuo não almoçando em buffets muito após o meio dia, pois os pequenos 'cuspes' que involuntariamente saem da boca das pessoas já estão demasiadamente concentrados (já tenho adeptos desta teoria);
Continuo não gostando de andar descalça. Continuo guardando as roupas do meu marido à noite mesmo que ele vá repetí-las no dia seguinte. Continuo sem conseguir dormir se eu achar que alguma coisa que deveria estar num lugar, está em outro.

E acredito que este seja um dos motivos pelo qual meu marido está reorganizando seus horários para que possa ficar mais com nossa filha que está a caminho. Por medo de ter que procurar por uma 'escola para crianças frescas' no Rio Grande do Sul.

De pernas para o ar

Ontem teve chá da tarde em casa para amigos queridos. É, uma coisa assim, meio... inglesa. Mas para quem montou um quartinho de bebê com o tema graciosidade provençal, posso dizer que de certa forma, mantenho-me fiel ao tema.
Todos amigos tem filhos. Fofos. Mas eles choram, brincam, gritam e... enfim, bagunçam como espera-se que toda criança normal faça. Eu, neste sentido, não fui muito normal. Mas este é um assunto para outro post.

O encontro foi delicioso. A comida, o papo e as dicas. Mas comecei a pensar que vai levar anos até que tenha uma conversa não entrecortada com meu marido, alguns momentos de silêncio ou simplesmente a autonomia de relaxar em frente à TV quando eu bem entender. E assim, eu que andava não sabendo o que fazer dos meus dias, decidi exatamente como vencer a ansiedade pré-nascimento.
Hoje começa minha 'despedida pré-maternidade'... Com duração indefinida, variando entre o próximo instante e quinze dias.

Segunda-feira, Maio 11, 2009

Ansiedade

Alguém sabia que um dia tem 31.536.000 segundos? Pois é, tem!

Segunda-feira, Maio 04, 2009

E mais do mesmo... mesmo!

Texto sobre o dia das mães para site da Nana Barriga:

Aquele leve enjôo alimentava minhas esperanças, apesar do teste de farmácia teimar em desmenti-la.
E no dia em que deveria descer, não desceu. Como eu esperava. E passei aquelas 24h com o coração palpitando, segurando a ansiedade até o dia seguinte, para realizar o exame de sangue. O resultado? 141 mUI/ml.
Eu olhava incrédula para aquele papel. Apesar de ter planejado e esperado, é difícil acreditar que há um serzinho, fruto de muito amor, crescendo dentro de você. Mas nossa princesa já estava aqui, crescendo e se desenvolvendo. À noite, contei para o meu marido “você está pronto para ser papai?” e recebi o olhar mais feliz apaixonado que poderia esperar.
Desde então, tenho me sentido diferente. Plena. Emocionada. Agradecida.
Por mais que a gente escute uma dezena de mulheres descrevendo a sensação de estar grávida, passar por isso me fez ter a certeza de que ser mulher é uma dádiva. De que sentir um filho mexer dentro de nós é intenso de uma forma absolutamente inexplicável.
E neste mês das mães, receberei o maior presente que poderia sonhar: nossa princesa, que já está por chegar.




Mais do mesmo

Pois é, sumi. E da última vez que em que me questionaram, respondi que é porque não consigo pensar ou escrever sobre qualquer outra coisa que não seja a gravidez.
Quem passou por isso entende. Quem não, talvez me ache uma chata-de-galocha.
Mas resolvi voltar... só que por enquanto, para mais do mesmo.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Ainda não...

Estou me sentindo a própria tia Anastácia dos tempos modernos. O pé de caqui do terreno deu quilos e mais quilos da fruta, que viraram uma deliciosa geléia caseira. Além disso, já convivo com lagartixas e lesminhas de casulo de formas nunca dantes imaginadas.

E quando eu acreditava estar totalmente adaptada à vida no campo, entro no lavabo e uma perereca pula nos meus cabelos! Nojo total e gritos que deixariam minha terapeuta, que insistia que eu deveria aprender a soltar meu 'eu interior', orgulhosa.

Acho que não seria esta a reação da tia Anastácia...

E novamente o tal do bairrismo

Porto Alegre. Estádio do Beira-Rio. A torcida em êxtase com o jogo do Brasil contra o Peru. Não somente a torcida, mas a cidade também, que parou dias antes para receber o evento e a equipe da Fifa para avaliar o estado como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Ruas pintadas de verde e amarelo, consertos de última hora pela cidade (ou melhor, de últimos minutos), trânsito caótico e papo nada diversificado pelas ruas.

Perfeito, até aí super legal. Gente, mas o que é no meio do jogo, a torcida começar a gritar "Ah, eu sou gaúcho! Ah, eu sou gaúcho!". E daí que vocês são gaúchos? O jogo era do Brasil, país, 26 estados além do distrito federal, 5.565 municípios, 188.298.099 habitantes e 8.514.876,599 km2.

Já não basta achar que Deus é gaúcho?

Terça-feira, Março 24, 2009

Curtas

  • E eis que a nutricionista prescreveu 4kg em 2 meses. Não me pergunte como.
    Segundo ela, com muitos carboidratos e vitaminas de frutas. Ah, e se eu quiser, com leite condensado em cima da gelatina!
  • Vale achar que trabalho é hobby remunerado e que gravidez é doença com prescrição de 9 meses de pernas pro ar? Ufe, tem gente que vive em outro planeta.
  • Que dificuldade para achar uma micro calcinha de bebê cheia de frus-frus. Será que sou a única mãe louca para embonecar a filhota? Se for, melhor esconder do marido, que me olhou com cara de medo ao saber que ela já tem um lacinho para combinar com cada roupa da maternidade.
  • Vou definitivamente criar uma ONG para defender o direito das grávidas pela privacidade de sua barriga contra mãos alheias. Ninguém percebe que é bizarro?

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Achados

Quando eu crescer, quero ser igual a ela...


Carta enviada para a colônia de férias

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Ah se eu encontrasse...

Certa vez quando éramos pequenas, meu avô nos levou - eu, minha irmã do meio e minha mãe - para a Disney. A viagem foi um sonho, mas não é exatamente este o assunto do post.
Lá, havia um caricaturista que desenhava você, em preto e branco, exercendo a profissão que desejasse. "O que você quer ser quando crescer?".

Quantas vezes escutamos esta frase e quantas vezes sonhamos com o que realmente queríamos ser, sem pensar em contas para pagar, em mercado de trabalho ou nas dificuldades reais de cada profissão? Pensando só naquilo que faria seus olhos brilharem, o que você queria ser?

Eu queria ser cozinheira. Sempre quis. Mas no maior estilo D. Ofélia, pois naquele tempo não se escutava muito o termo 'chef'. Ou talvez eu não escutasse, vinda de uma casa onde profissões alternativas não eram definitivamente uma opção (se bem que, onde se enquadra a publicidade?).
Passava horas e horas lendo receitas e colecionando páginas de 'Claudia Cozinha'. Cada vez que colocava a mão na massa, nem que fosse para fazer banana com chocolate, dava uma aula para meus telespectadores imaginários. "Primeiro misture leite ao chocolate picado...". E eu tinha tanto prazer naquilo, que a banana com chocolate era inigualável. Meus telespectadores que o digam, ficavam com água na boca.

Mas daí o tempo passa e vem a vida real como um trator mostruoso que destrói tudo o que vê na frente. A não ser para um outro sortudo ou idealista, a vocação vira sonho de infância.

E de tempos em tempos, quando bate aquela crise do 'por que eu estou fazendo isso?", eu lembro daquela caricatura, tão linda, que não consigo encontrar. Está provavelmente guardada em algum canto empoeirado do passado.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

Amiga 1001

Já a citei algumas vezes por aqui, mas é chegada a hora de discorrer com mais detalhes sobre minha querida amiga Má.
A Má é amiga-irmã, da restrita trupe 'família gaudéria', daquelas para todas as horas mesmo.

Talvez um fato interessante seja o de que, apesar de paulista como eu, ela conheça Porto Alegre melhor que muitos gaúchos. Minha mãe, em suas visitas por aqui, costuma perguntar como eu conheço tantos buracos pela cidade e a resposta é sempre a mesma: "dica da Má". Já sugeri que ela fizesse o Guia dos Endereços Curiosos de POA, mas ela insiste em desperdiçar a oportunidade de virar uma celebridade local.
A padaria fofésima. Dica dela. O querido gineco. Idem. A lojinha de massas, salvadora das despensas vazias. De novo dela. Fátima, a massagista. Já sabem, dica dela.
Mas não para por aí. A Má, além de co-protagonista dos exclusivos 'cafés terapia', onde são discutidos assuntos vastíssimos, de conjugais, familiares a... bem, só estes já preenchem o repertório, é minha consultora para assuntos pré-natais e do lar (já disse que como patroa sou uma ótima empregada?), leitora assídua do blog e como se não bastasse, minha querida comadre (gostou desta abrasileirada Má?).

Má, tudo isso para dizer que é ótimo ter uma amiga como você. E não descarte a idéia do guia, seria sucesso garantido no brique da Redenção!

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Estar grávida é... Parte II

- Engordar 250g por semana e sentir-se a mulher mais linda do mundo
- Acordar às 5h da madrugada com o bebê chutando e não se importar nem um pouco
- Achar que 'fila preferencial' foi uma das mais fantásticas invenções do homem
- Entender que existem palavras mais assustadoras que celulite. Episiotomia e puerpério, por exemplo
- Passar a se apresentar para estranhos de uma forma delicadíssima: "Oi, tudo bem? Onde é o banheiro?"
- Entender que sua barriga vira pública e que qualquer desconhecido acha absolutamente normal acariciá-la
- Chorar, chorar e chorar
- Perceber que todos sorriem para você sem o menor motivo
- Fingir que não, mas passar 24h por dia pensando no bebezinho que está por vir!




Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Benemolência

Depois de uma semana na Bahia, pernas para o ar, mar azul e água de côco à vontade, marido incluiu uma palavra, quase um sentimento, ao nosso dicionário da lingua portuguesa, aproveitando que este encontra-se em fase de modificações duvidosas: benemolência. Palavra claramente auto-explicativa.


O único problema, é que anda difícil pegar no tranco de novo, agora que estamos de volta. Ai, santa benemolência!


Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

I don't want to stay here, I want to go back to Bahia.

Vou comer acarajé e já volto!

Em fase de adaptação

Ontem, 22h, no andar de baixo, enquanto trabalhava no computador e testava minhas habilidades técnicas consertando a impressora, escuto um leve barulho.
Não dou bola.
Escuto novamente, mais alto. Presto atenção. Era um bicho.

Pânico. Marido no andar de cima, casa escura e um bicho a não sei que distância dentro da casa.
Penso em todas as possibilidades e opto pela mais lógica: ligar para o celular do marido, na esperança de que ele, numa operação meio 007, viesse me salvar. O telefone toca, toca e nada. Onde estão nossos maridos na hora em que mais precisamos deles?
Opto então pelo plano B: subir correndo quatro lances de escada com toda histeria que D'us me deu e uma barriga de quase seis meses dando graça e agilidade à minha capacidade motora. Chego arfando ao quarto.

Marido, que na hora em que mais precisei estava saindo do banho, pergunta assustado:
- O que aconteceu?
- Ai (respiro). Um bicho.
- Onde?
- No andar de baixo
- Que barulho fazia?
- Cis, cis, cis...
- Alto?
- Bem assim: cis, cis, cis...
- Hum... Deve ser um morcego ou um rato do campo
- Que????
- É, o que tem demais?
- Ah, nada, estou bem disposta a ter uma convivência pacífica com eles
- Quer que vá ver?
- Sim, senão nunca mais descerei do quarto.

Marido desce, num sentimento contrário ao meu, sabendo muito bem onde encontrar sua mulher quando menos precisa dela.
Alguns segundos passam e escuto marido gritando.

(pausa para explicação: venho de uma casa só de mulheres. Quatro delas. Falar alto para mim É gritar. Continuando...)

Penso que o caso era certamente pior que imaginava. Para meu marido-amante-incondicional-da-natureza gritar, deveria ser um morcego gigante, um rato do campo parindo dezoito filhotes ou pior: um morcego gigante tentando comer os dezoito filhotes do rato do campo!

Marido entra no quarto, com cara de "o que fiz para merecer uma mulher pirada" e diz em tom 'gritante': É UM GRILO!

Veja bem, como poderia saber? Sou moça de cidade grande. Conheço bem barulho de buzina, freio e até pagode do vizinho. Sei a diferença entre cheiro de enxofre e o do rio Tietê. Conheço o latido de poodle e shitsu, mas saber que barulho faz um grilo? Ah, daí já é demais!

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Você tem medo de que?

As pessoas andam perguntando se prefiro parto normal ou cesarea. Prefiro normal. Por que? Porque é normal, ué?
Daí vem a avalanche "mas você não tem medo?", "mas sem anestesia?" (óbvio que não), até culminar na seguinte pérola: "mas você não assistiu aos videos de parto normal no youtube"?

Vamos lá, deixa eu explicar bem do que tenho medo:
- Das minhocas que ficam no alface
- De cobra
- De pessoas que não olham nos olhos quando falam comigo
- De multa de trânsito
- De gato me fitando (urgh!)
- De cobra
- De pessoas que acham qe caiu um balão na sua cabeça
- De abrir o site do meu banco e clicar em 'extrato'

E principalmente:

- De pessoas que asssistem vídeos de parto normal no Youtube!

Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Ainda na lista de bebê...

Para que uma pequena criatura precisa de regurgitador, toalinhas de boca, fraldinhas de boca, kit babador com fraldinha e kit papinha, assim, tudo ao mesmo tempo agora?

Esta indústria de bebês anda rindo a toa mesmo...

Louca por ela

Sou louca por ensolarados dias frios, por cafés ao ar livre. Louca por encostar os pés aos do marido no começo da noite. Louca pelo reconfortante cheirinho de refogado ao final de um dia de trabalho.
Sou louca por cozinha de final de semana, louca por horas de conversa jogadas fora.
Sou louca por muita coisa, mas ainda não tinha descoberto a melhor de todas elas. Sou louca por deitar na cama à noite e sentir minha filha chutando minha barriga, fazendo movimentos acrobáticos e de uma forma ou de outra dizendo que está lá, quentinha e crescendo. De todas as coisas pelas quais sou louca, não há loucura maior que esta.

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

Tentações

Tentando manter a dieta de grávida, num equilíbrio entre não comer carne crua ou mal passada, esquecer a salada fora de casa, beber muito líquido, se alimentar de 3 em 3h, comer tantas porções de cálcio e outras tantas de ferro (com fartas porções de fígado de boi incluidas), eis que tenho me saído muito bem.

Mas daí vem o problema do comer fora de casa. O problema dos restaurantes por quilo e inevitalvelmente, o problema dos pasteis.
Sempre tive uma paixão avassaladora por pasteis (de feira então, com caldinho de cana... hummmm... que saudades de SP) e quando vou pesar meu pratinho super equilibrado, com a porções conforme a nutricionista mandou assim, bem belo, lá está ele, no fim da fila, de queijo e sequinho. O pastel.
E aí, vai tudo por água abaixo. Ontem peguei dois e o meigo dono do restaurante com seu mínimo senso do complexo de culpa feminino, pergunta: "está comendo por dois"?
Respondo que não. E como simples e puros kiwis de sobremesa. Ufe.

Mas parece mesmo que quando estamos grávidas, cada sabor proibido parece um filme da última gotinha de água do oásis num deserto. É o pastel que parece me mandar piscadelas, o pão de queijo que parece ter feromônios e o temaki de salmão, este nem se fala. Tem dançado strip tease!

Mas enquanto isso, supro meus desejos com Nutry e biscoitos integrais de ricota. Contando as calorias. E fugindo delas por uma ou outra irresistível piscadela.

Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

Caça talentos

Se quiserem uma boa doméstica, falem comigo. Não se precisarem daquelas que passam vinte anos na sua casa, cuidam dos seus filhos e cozinham como chefs.
Sou especialista nas que perdem o ônibus, nas que dormem à tarde, mas especialmente nas que usam suas coisas, nas 'mãos leves' e nas desonestas.

Precisando, é só ligar.

Terça-feira, Dezembro 09, 2008

Dicionário

Ontem, fazendo orçamentos numa loja de enxovais daqui antes de me esbaldar no Bom Retiro, em São Paulo, a gentil vendedora me deu um check-list do enxoval do bebê. Ufa, justo o que precisava, pensei, pois tenho andado por mares nunca dantes navegados e uma bússola viria bem a calhar.

Mas gente, por favor: existe um dicionário ou curso intensivo para mães de primeira viagem? Já estava me achando o máximo por saber que preciso de trocentos bodies e babadores (ou babeiros em gauchês) e a listinha de enxoval me vem com essas:
  • 2 cueiros. Que raios seria um cueiro?
  • 1 porta-mamadeira. OK, o nome é auto-explicativo, mas uma superfície qualquer não teria a mesma utilidade?
  • 1 saco de dormir. Saco de dormir??? Eu só ganhei um na minha primeira colônia de férias!
  • 6 babadores pequenos e 6 fraldas de boca. Não seria pleonasmo?

Socorro!!