Marido recebeu, em homenagem ao dia do médico, uma caixa de bombons de um laboratório, com um texto muito elucidativo, conforme segue:
"Chocolate é feito de cacau (vegetal) e de açúcar.
Açúcar é feito de cana ou de beterraba.
Ambas são plantas, ou seja, vegetais.
Logo, chocolate é, integralmente, um vegetal.
Praticamente uma SALADA."
Portanto pessoal, da próxima vez em que tomarem um porre, sem peso na consciência. Afinal, terão consumido o equivalente a uma SALADA DE FRUTAS.
O Ministério do Bom Senso adverte: seguir informações de folhetos ou blogs pode levar a muitos quilos adicionais ou cirrose hepática.
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Planos...
Nada materno o que direi. Mas minha filha sabe que a amo, então licença concedida.
Aqui vão meus singelos planinhos para o dia em que parar de amamentar (o qual já está na agenda de marido que ficará responsável pela noite, madrugada e manhã seguintes).
À tarde, darei uma saidinha e passarei numa loja de vinhos daquelas lindas, pra sommelier nenhum botar defeito. Eu não sou sommelier, mas sei a diferença entre Malbec e Merlot. E comprarei um Merlot. Dos bons (considerando que caiba no meu bolsinho). Depois um pulo no super e uma lata de leite condensado. Lembrem, estou sem comer derivados de leite em função da alergia da pequena.
À noite, após colocá-la para dormir, vou abrir meu vinho e tomar a garrafa i-n-t-e-i-r-a e s-o-z-i-n-h-a, no maior estilo porre mesmo. Mas será na taça e não no gargalo, respeitando o fato de que já beiro os trinta. Para acompanhar, uma panelona de brigadeiro, pra comer de colher. Até passar mal. E fechando com chave de ouro: uma noite sem a menor possibilidade de que eu acorde no meio.
Claro que a combinação pode ser desastrosa, finalizando numa crise tipo: "minha filha não precisa mais de mim para se alimentar". Mas são os planos... E ainda falta um bom tempo.
Aqui vão meus singelos planinhos para o dia em que parar de amamentar (o qual já está na agenda de marido que ficará responsável pela noite, madrugada e manhã seguintes).
À tarde, darei uma saidinha e passarei numa loja de vinhos daquelas lindas, pra sommelier nenhum botar defeito. Eu não sou sommelier, mas sei a diferença entre Malbec e Merlot. E comprarei um Merlot. Dos bons (considerando que caiba no meu bolsinho). Depois um pulo no super e uma lata de leite condensado. Lembrem, estou sem comer derivados de leite em função da alergia da pequena.
À noite, após colocá-la para dormir, vou abrir meu vinho e tomar a garrafa i-n-t-e-i-r-a e s-o-z-i-n-h-a, no maior estilo porre mesmo. Mas será na taça e não no gargalo, respeitando o fato de que já beiro os trinta. Para acompanhar, uma panelona de brigadeiro, pra comer de colher. Até passar mal. E fechando com chave de ouro: uma noite sem a menor possibilidade de que eu acorde no meio.
Claro que a combinação pode ser desastrosa, finalizando numa crise tipo: "minha filha não precisa mais de mim para se alimentar". Mas são os planos... E ainda falta um bom tempo.
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Quando você for mãe...
Podem chamar de fase "nhé, nhé, nhé", mas a verdade é que ando embebecida de instinto maternal e com a certeza de que 'ser mãe' foi o melhor papel que a vida me reservou e que minha pequena Taly proporcionou.
Dá trabalho, dá sim. Mas ser mãe é conhecer o maior amor do mundo, o mais emocionante, o mais intenso e o puramente incondicional.
E quando diziam "quando você for mãe, vai entender", tinham razão. Hoje eu entendo tudo.
Dá trabalho, dá sim. Mas ser mãe é conhecer o maior amor do mundo, o mais emocionante, o mais intenso e o puramente incondicional.
E quando diziam "quando você for mãe, vai entender", tinham razão. Hoje eu entendo tudo.
Sábado, Setembro 26, 2009
Padecendo no paraíso
Há um bom tempo não faço pé, mão ou qualquer outra merecida dondoquice. Mas falta de depilação não passa despercebida. Assim, pelo bem da auto-estima e da vida conjugal, resolvi me organizar. Duas semanas atrás, marquei com a enfermeira e hoje, ligo para confirmar:
- Está certo hoje, né?
- Ai, não, não vai dar
%^$#@. Comprometimento? Pra que?
Sem vislumbrar na agenda outro dia num futuro próximo para uma ida ao salão, corro atrás de alguém que pudesse cuidar da pequena. Ninguém. Fazer o que? Ligo po salão:
- Oi, queria desmarcar meu horário, não tenho com quem deixar minha filha
- Ah Nurit, a gente cuida dela
- Tem certeza? Ela é bem chorona
- Claro
- OK
Chego no salão e a legião da boa vontade vem tentar tomar conta da pequena, que anda em crise de "maezite aguda". A primeira não consegue. Nem a segunda. Vem a terceira "deixa comigo, tenho jeito com criança". E nada.
- Nossa, ela é meio brava, né?
Percebendo a meiguice com o eufemismo, concordei "é, um pouco" e preferi não comentar que ela toma camomila três vezes ao dia.
E assim, na cena seguinte, lá estava eu, a depilar com ela no colo, chorando. Pernas abertas, posição ginecológica e virando o torço de um lado para o outro, ninando a filhota enquanto a depiladora puxava a cera. Comentários adicionais? Acredito ser desnecessário.
"Tatazinha, sei um um dia ainda daremos risada desses bailes, tomando chá e comendo um pedaço e bolo numa noite tranquila, em que tenhamos a certeza de que poderemos acordar bem tarde no dia seguinte. E quer saber? Sei que sentirei falta da época em que você era pequenininha e se acalmava no meu colo".
- Está certo hoje, né?
- Ai, não, não vai dar
%^$#@. Comprometimento? Pra que?
Sem vislumbrar na agenda outro dia num futuro próximo para uma ida ao salão, corro atrás de alguém que pudesse cuidar da pequena. Ninguém. Fazer o que? Ligo po salão:
- Oi, queria desmarcar meu horário, não tenho com quem deixar minha filha
- Ah Nurit, a gente cuida dela
- Tem certeza? Ela é bem chorona
- Claro
- OK
Chego no salão e a legião da boa vontade vem tentar tomar conta da pequena, que anda em crise de "maezite aguda". A primeira não consegue. Nem a segunda. Vem a terceira "deixa comigo, tenho jeito com criança". E nada.
- Nossa, ela é meio brava, né?
Percebendo a meiguice com o eufemismo, concordei "é, um pouco" e preferi não comentar que ela toma camomila três vezes ao dia.
E assim, na cena seguinte, lá estava eu, a depilar com ela no colo, chorando. Pernas abertas, posição ginecológica e virando o torço de um lado para o outro, ninando a filhota enquanto a depiladora puxava a cera. Comentários adicionais? Acredito ser desnecessário.
"Tatazinha, sei um um dia ainda daremos risada desses bailes, tomando chá e comendo um pedaço e bolo numa noite tranquila, em que tenhamos a certeza de que poderemos acordar bem tarde no dia seguinte. E quer saber? Sei que sentirei falta da época em que você era pequenininha e se acalmava no meu colo".
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
As mentiras que as pessoas contam
Você já sentiu em algum momento da vida que deveria estar sendo feliz, apesar de não estar? Que deveria estar sentindo-se esplêndida, quando na verdade está morrendo de medo? Eu já. E por isso o título do post.
Uma das grandes mentiras diz respeito à vida de recém-casada. Todo mundo diz que o primeiro ano é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Desculpem, eu achei t-e-r-r-í-v-e-l. Lá estava eu, uma moçoila recém saída da barra da saia da mamãe, numa casa estranha, com um homem dormindo ao meu lado e subitamente tendo que cuidar dos dois. Pânico.
No meu caso, ajudou o fato de estar numa cidade nova e sem um tostão no bolso, no maior esquema "alugamos um filme? Vamos anotar no excel, para não corrermos o risco de não terminarmos o mês". Foi difícil, muito difícil. E bate a culpa, já que eu estava chorando quando deveria estar trep... ops, copulando como uma coelha.
Daí eis que passa. Eis que o segundo ano é bem melhor e no terceiro, daí sim, começa a lua-de-mel.
E daí você tem filhos. A gravidez é a plenitude. O parto, definitivamente o momento mais emocionante da vida. E daí vem a vida real. "Chegamos em casa... e agora?". E agora? Agora você está com seus hormônios dançando frevo, tendo crises convulsivas de choro, com dor dos pontos e sentindo-se um bagaço com a falta de sono. Com medo da responsabilidade, da vida que mudou completamente, com medo. Daí vem alguém e diz: "não é tudo?" e você, para não ser desnaturada responde "ha-hãn". E vai chorar, afinal, você deve ser a única mãe do mundo que não está sentindo-se imediatamente plena. Mentira. Todo mundo sente-se assim. Passa, passa sim... Você amadurece, sente-se mais segura. O bebezinho começa a entender melhor o mundo e logo, daí sim, a maternidade transforma-se na maior benção que uma vida pode ter (obrigada Li, prima querida, por ter me dito isso no início... você tinha toda razão).
Não seria melhor se os conselhos fossem realistas?
Uma das grandes mentiras diz respeito à vida de recém-casada. Todo mundo diz que o primeiro ano é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Desculpem, eu achei t-e-r-r-í-v-e-l. Lá estava eu, uma moçoila recém saída da barra da saia da mamãe, numa casa estranha, com um homem dormindo ao meu lado e subitamente tendo que cuidar dos dois. Pânico.
No meu caso, ajudou o fato de estar numa cidade nova e sem um tostão no bolso, no maior esquema "alugamos um filme? Vamos anotar no excel, para não corrermos o risco de não terminarmos o mês". Foi difícil, muito difícil. E bate a culpa, já que eu estava chorando quando deveria estar trep... ops, copulando como uma coelha.
Daí eis que passa. Eis que o segundo ano é bem melhor e no terceiro, daí sim, começa a lua-de-mel.
E daí você tem filhos. A gravidez é a plenitude. O parto, definitivamente o momento mais emocionante da vida. E daí vem a vida real. "Chegamos em casa... e agora?". E agora? Agora você está com seus hormônios dançando frevo, tendo crises convulsivas de choro, com dor dos pontos e sentindo-se um bagaço com a falta de sono. Com medo da responsabilidade, da vida que mudou completamente, com medo. Daí vem alguém e diz: "não é tudo?" e você, para não ser desnaturada responde "ha-hãn". E vai chorar, afinal, você deve ser a única mãe do mundo que não está sentindo-se imediatamente plena. Mentira. Todo mundo sente-se assim. Passa, passa sim... Você amadurece, sente-se mais segura. O bebezinho começa a entender melhor o mundo e logo, daí sim, a maternidade transforma-se na maior benção que uma vida pode ter (obrigada Li, prima querida, por ter me dito isso no início... você tinha toda razão).
Não seria melhor se os conselhos fossem realistas?
Uma peixinha linda
Desculpem, mas agora darei uma de mãe babona mesmo.
Hoje a Taly começou a natação. Uma fofa, de maiô roxo.
Estava um pouco receosa se ela gostaria... afinal, quando não gosta de algo, ela deixa bem claro, em alto e bom som. Mas não é que ela adorou? Bateu perninhas, mergulhou sem chorar e sorriu muito. Parecia uma peixinha de três meses.
Um babador, por favor!?
Hoje a Taly começou a natação. Uma fofa, de maiô roxo.
Estava um pouco receosa se ela gostaria... afinal, quando não gosta de algo, ela deixa bem claro, em alto e bom som. Mas não é que ela adorou? Bateu perninhas, mergulhou sem chorar e sorriu muito. Parecia uma peixinha de três meses.
Um babador, por favor!?
Sábado, Setembro 19, 2009
Quinta-feira, Setembro 17, 2009
Mais um...
Copiado do blog da Mi:
eu quero… dar conta de ser mãe-mulher-profissional-dona de casa
eu tenho… um tesouro. Minha filha
eu gostaria de ter… o prazer de desligar meu celular por um mês inteiro
eu gostaria de não ter… um umbigo que não voltou para o lugar
eu acho… que vi um gatinho
eu odeio… beterraba
eu sinto saudades… do meu avozinho
eu faço… de conta que tudo está sempre bem
eu fiz e não faria de novo… relaxamento capilar. Fiquei três meses fedendo sei-lá-o-que
eu fazia e deixei de fazer… assistia a todos os capítulos de Desperate Housewifes. O último foi tendo contrações antes de ir para a maternidade
eu escuto… Beatles for babies
eu cheiro… antes, a Pleasures. Hoje, a leite misturado com Pleasures
eu imploro… por 10 horas de sono
eu amo… muito. Amor de mãe, amor de paixão, amor de filha
eu sinto dor… de ansiedade
eu sinto falta… de encher a cara e dançar com o marido na sala
eu sempre… fico triste no aeroporto
eu acredito… "just believe, in me"
eu danço… com timidez
eu canto… apesar do marido me chamar de desafinada
eu choro… muito. Nos momentos de alteração hormonal (que antes de ser mãe eu acreditava ser somente a TPM), choro de soluçar. Momento descontrol total
eu luto… por ordem na minha casa
eu escrevo… menos do que eu gostaria
eu ganho… bem menos do que eu gostaria
eu perco… meus óculos ao menos uma vez ao dia
eu estou… realizada, mas com tanta coisa por realizar ainda
eu sou… meiga. Mas forte
eu fico feliz… com banho longo, cheirinho de refogado e casa aquecida
tenho esperança... de um dia descobrir minha vocação
eu preciso... atender a Taly, que acordou agora
eu deveria… já ter desligado o computador e ido atendê-la
eu quero… dar conta de ser mãe-mulher-profissional-dona de casa
eu tenho… um tesouro. Minha filha
eu gostaria de ter… o prazer de desligar meu celular por um mês inteiro
eu gostaria de não ter… um umbigo que não voltou para o lugar
eu acho… que vi um gatinho
eu odeio… beterraba
eu sinto saudades… do meu avozinho
eu faço… de conta que tudo está sempre bem
eu fiz e não faria de novo… relaxamento capilar. Fiquei três meses fedendo sei-lá-o-que
eu fazia e deixei de fazer… assistia a todos os capítulos de Desperate Housewifes. O último foi tendo contrações antes de ir para a maternidade
eu escuto… Beatles for babies
eu cheiro… antes, a Pleasures. Hoje, a leite misturado com Pleasures
eu imploro… por 10 horas de sono
eu amo… muito. Amor de mãe, amor de paixão, amor de filha
eu sinto dor… de ansiedade
eu sinto falta… de encher a cara e dançar com o marido na sala
eu sempre… fico triste no aeroporto
eu acredito… "just believe, in me"
eu danço… com timidez
eu canto… apesar do marido me chamar de desafinada
eu choro… muito. Nos momentos de alteração hormonal (que antes de ser mãe eu acreditava ser somente a TPM), choro de soluçar. Momento descontrol total
eu luto… por ordem na minha casa
eu escrevo… menos do que eu gostaria
eu ganho… bem menos do que eu gostaria
eu perco… meus óculos ao menos uma vez ao dia
eu estou… realizada, mas com tanta coisa por realizar ainda
eu sou… meiga. Mas forte
eu fico feliz… com banho longo, cheirinho de refogado e casa aquecida
tenho esperança... de um dia descobrir minha vocação
eu preciso... atender a Taly, que acordou agora
eu deveria… já ter desligado o computador e ido atendê-la
Domingo, Setembro 13, 2009
Querida filha,
O que tem acontecido com suas noites? Justo você, que costumava ser o orgulho de Orfeu.
Meu amor, quatro da manhã não é hora de brincar. Não dá para notar isso pelo meu humor ao entrar em seu quarto neste horário? Aliás, sai leite do meu peito? Achei que meu corpo não funcionasse antes das sete da manhã. E olha que às sete, já foi uma mudança em função do meu amor por você... antes era bem mais tarde.
Você não gosta que a mamãe brinque com você durante o dia e conte historinhas, como do 'Dino, o dinossauro' e do 'Peixinho Dourado'? Pois é meu amor, acordando neste horário, definitivamente ficará difícil.
Daqui a alguns meses, o papai revezará comigo as manhãs de final de semana - apesar dele ainda achar que não (haha) - mas até lá, a exclusividade é minha e a mamãe não pretende ser co-autora do livro "Quem mexeu no meu sono".
Estamos combinadas? Te vejo amanhã às sete?
Com o maior amor do mundo.
Mamãe
O que tem acontecido com suas noites? Justo você, que costumava ser o orgulho de Orfeu.
Meu amor, quatro da manhã não é hora de brincar. Não dá para notar isso pelo meu humor ao entrar em seu quarto neste horário? Aliás, sai leite do meu peito? Achei que meu corpo não funcionasse antes das sete da manhã. E olha que às sete, já foi uma mudança em função do meu amor por você... antes era bem mais tarde.
Você não gosta que a mamãe brinque com você durante o dia e conte historinhas, como do 'Dino, o dinossauro' e do 'Peixinho Dourado'? Pois é meu amor, acordando neste horário, definitivamente ficará difícil.
Daqui a alguns meses, o papai revezará comigo as manhãs de final de semana - apesar dele ainda achar que não (haha) - mas até lá, a exclusividade é minha e a mamãe não pretende ser co-autora do livro "Quem mexeu no meu sono".
Estamos combinadas? Te vejo amanhã às sete?
Com o maior amor do mundo.
Mamãe
Sábado, Setembro 12, 2009
Meu chaveirinho preferido
Ontem, tontinha do efeito placebo causado pela champagne sem álcool, fui dormir certa de que a pequena esticaria a noite. Engano meu. A madrugada foi de baile e cá estou eu, num porre sem dor de cabeça, mas com um humor daqueles.
Mas a decisão do dia, após uma reunião com clientes num shopping cheio de crianças, é de que a histeria com a gripe suína diminuiu, bem como seus números oficiais. E é chegada a hora de eu, uma autônoma sem licença maternidade e já sem reservas financeiras, voltar à labuta, para tentar curar a deprê que bate cada vez que clico no site do meu banco (medo). E para soltar as amarras de vez, já marquei uma ida a SP, para apresentar a pequena à family e injetar uma dose de vida urbana na veia.
Enfim, está inaugurada a estação de Taly chaveirinho!
Mas a decisão do dia, após uma reunião com clientes num shopping cheio de crianças, é de que a histeria com a gripe suína diminuiu, bem como seus números oficiais. E é chegada a hora de eu, uma autônoma sem licença maternidade e já sem reservas financeiras, voltar à labuta, para tentar curar a deprê que bate cada vez que clico no site do meu banco (medo). E para soltar as amarras de vez, já marquei uma ida a SP, para apresentar a pequena à family e injetar uma dose de vida urbana na veia.
Enfim, está inaugurada a estação de Taly chaveirinho!
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
Antes...
Antes de 01 de junho eu dormia
Antes de 01 de junho eu assistia programas de televisão inteiros
Antes de 01 de junho eu assistia televisão
Antes de 01 de junho eu fazia refeições sem interrupção
Antes de 01 de junho eu tinha as unhas sempre feitas
Antes de 01 de junho eu marcava meus comprimissos de acordo com a minha agenda
Antes de 01 de junho eu tomava café sem ser descafeinado
Antes de 01 de junho eu não passava um dia inteiro em casa
Antes de 01 de junho eu não sabia como uma babá eletrônica pode ser irritante
Antes de 01 de junho eu tinha cheiro de perfume
Antes de 01 de junho eu esperava meu marido sem olheiras
Antes de 01 de junho para sair de casa, bastava fechar a porta e ligar o carro
... E mesmo assim, hoje eu não consigo imaginar como eu podia ser feliz antes deste 01 de junho. Loucura.
Antes de 01 de junho eu assistia programas de televisão inteiros
Antes de 01 de junho eu assistia televisão
Antes de 01 de junho eu fazia refeições sem interrupção
Antes de 01 de junho eu tinha as unhas sempre feitas
Antes de 01 de junho eu marcava meus comprimissos de acordo com a minha agenda
Antes de 01 de junho eu tomava café sem ser descafeinado
Antes de 01 de junho eu não passava um dia inteiro em casa
Antes de 01 de junho eu não sabia como uma babá eletrônica pode ser irritante
Antes de 01 de junho eu tinha cheiro de perfume
Antes de 01 de junho eu esperava meu marido sem olheiras
Antes de 01 de junho para sair de casa, bastava fechar a porta e ligar o carro
... E mesmo assim, hoje eu não consigo imaginar como eu podia ser feliz antes deste 01 de junho. Loucura.
Terça-feira, Setembro 08, 2009
A partir de agora, twittando: https://twitter.com/Nunugil
Quinta-feira, Setembro 03, 2009
Se conselho fosse bom...
Você é do tipo que adora receber conselhos? Então aqui vai o meu: torne-se mãe.
O choro de um bebê é o maior estimulante para todos pseudo-cientistas do mini-mundo.
Deixa eu explicar que minha filha é linda, fofa, sorridente. Mas chora, ah, chora. Ou melhor, berra. Ou mais apropriado ainda, se esguela, a ponto de minha mãe, ao passear com ela na semana passada, ter tido que esconder-se um canto ermo da rua por pura vergonha.
O mapa astral dela já dizia que a pequena veio trazer alegria e agito para nossas vidas. Trouxe mesmo. E eu, a mãe dela, explico porque:
1- Ela é geminiana
2- Ela tem dificuldade para relaxar e pegar no sono. E a partir daí, seu cansaço e irritação vão crescendo em progressão geométrica.
Como eu sei disso:
1- Sou a mãe dela e há conhecimentos intrínsecos originados pela união umbilical
2- Passo com ela 24 horas do dia, todos os dias
Isso posto, voltemos ao post.
Não que eu não goste de opiniões. Tá, eu as odeio, mas peço sim para amigas e entes queridos. E só.
Daí vem o taxista dizer: "é fome". A empregada afirmar: "é dor". O jardineiro sugerir "ah, eu também era assim quando pequeno, deita ela de barriga para baixo".
Gente, será que os filhos destas pessoas eram anjos caidos do céu, ou melhor, máquinas saídas da Microsoft que vinham com manual de instruções? Ou será que elas tem uma extraordinária percepção que eu, a tchonga, não tenho. E o pior é que as opiniões vem de uma completa desconhecida na rua no maior estilo "mamãe novinha, tadinha, não sabe nada". Ufe.
Então, falando em conselhos, aqui vai: nem sempre que um bebê chora, é fome. Nem sempre que um bebê berra, é dor. Siga seu feeling, pois ninguém melhor que nós para conhecer nossos filhotes e fazer o que é melhor para eles.
Observação importante: pessoas para quem eu peço conselhos, os de vocês eu quero, tá?
O choro de um bebê é o maior estimulante para todos pseudo-cientistas do mini-mundo.
Deixa eu explicar que minha filha é linda, fofa, sorridente. Mas chora, ah, chora. Ou melhor, berra. Ou mais apropriado ainda, se esguela, a ponto de minha mãe, ao passear com ela na semana passada, ter tido que esconder-se um canto ermo da rua por pura vergonha.
O mapa astral dela já dizia que a pequena veio trazer alegria e agito para nossas vidas. Trouxe mesmo. E eu, a mãe dela, explico porque:
1- Ela é geminiana
2- Ela tem dificuldade para relaxar e pegar no sono. E a partir daí, seu cansaço e irritação vão crescendo em progressão geométrica.
Como eu sei disso:
1- Sou a mãe dela e há conhecimentos intrínsecos originados pela união umbilical
2- Passo com ela 24 horas do dia, todos os dias
Isso posto, voltemos ao post.
Não que eu não goste de opiniões. Tá, eu as odeio, mas peço sim para amigas e entes queridos. E só.
Daí vem o taxista dizer: "é fome". A empregada afirmar: "é dor". O jardineiro sugerir "ah, eu também era assim quando pequeno, deita ela de barriga para baixo".
Gente, será que os filhos destas pessoas eram anjos caidos do céu, ou melhor, máquinas saídas da Microsoft que vinham com manual de instruções? Ou será que elas tem uma extraordinária percepção que eu, a tchonga, não tenho. E o pior é que as opiniões vem de uma completa desconhecida na rua no maior estilo "mamãe novinha, tadinha, não sabe nada". Ufe.
Então, falando em conselhos, aqui vai: nem sempre que um bebê chora, é fome. Nem sempre que um bebê berra, é dor. Siga seu feeling, pois ninguém melhor que nós para conhecer nossos filhotes e fazer o que é melhor para eles.
Observação importante: pessoas para quem eu peço conselhos, os de vocês eu quero, tá?
É difícil, sim. Cansa, sim. Dá trabalho, sim. Mas existem centenas de motivos para, ainda assim, valer a pena ser mothern.
Aí vão alguns deles:
. para ser a pessoa mais importante na vida de alguém;
. para ver seu corpo mudar de forma e gerar outra pessoa;
. para ficar horas e horas na seção infantil da Zara;
. para descobrir que a sua capacidade de amar é muito maior do que você imagina;
. para entender melhor a sua mãe;
. para ver de perto uma criança crescendo;
. para ficar mais generosa;
. para o seu casamento passar por uma prova de fogo;
. para mudar de prioridades;
. para comprar o enxoval;
. para escolher o nome;
. para ver alguém bem parecido com você (ou no meu caso, com meu marido);
. para descobrir seus dotes de cantora, atriz e fotógrafa;
. para alterar completamente seu relógio biológico;
. para não passar o domingo vendo televisão;
. para pagar menos no seguro do carro;
. para parar de se preocupar com a arrumação da casa (hummm, este ainda não rolou);
. para ver seu peito dar leite;
. para viver a experiência de quem pôs silicone, sem passar pelo bisturi;
. para encher a casa;
. para parar de encher a cara;
. para fazer novos amigos;
. para conhecer a pessoa mais linda que você já viu no mundo;
. para aumentar o número de pessoas fofas no mundo.
Tirado do site Mothern.
Aí vão alguns deles:
. para ser a pessoa mais importante na vida de alguém;
. para ver seu corpo mudar de forma e gerar outra pessoa;
. para ficar horas e horas na seção infantil da Zara;
. para descobrir que a sua capacidade de amar é muito maior do que você imagina;
. para entender melhor a sua mãe;
. para ver de perto uma criança crescendo;
. para ficar mais generosa;
. para o seu casamento passar por uma prova de fogo;
. para mudar de prioridades;
. para comprar o enxoval;
. para escolher o nome;
. para ver alguém bem parecido com você (ou no meu caso, com meu marido);
. para descobrir seus dotes de cantora, atriz e fotógrafa;
. para alterar completamente seu relógio biológico;
. para não passar o domingo vendo televisão;
. para pagar menos no seguro do carro;
. para parar de se preocupar com a arrumação da casa (hummm, este ainda não rolou);
. para ver seu peito dar leite;
. para viver a experiência de quem pôs silicone, sem passar pelo bisturi;
. para encher a casa;
. para parar de encher a cara;
. para fazer novos amigos;
. para conhecer a pessoa mais linda que você já viu no mundo;
. para aumentar o número de pessoas fofas no mundo.
Tirado do site Mothern.
Quarta-feira, Setembro 02, 2009
Malu Mulher
A mão eu não faço a três meses (já estou duvidando se o cheiro de hipoglós nao será para sempre), mas sábado foi um dia chic.
Cabelos arrumados, roupa clara sem medo de manchar de regurgito e sem botões na frente para poder amamentar. Bolsa pequena, onde não precisava caber a girafa de pelúcia e lá me fui com marido a passear enquanto mãe-que-é-mãe cuidava da pequena.
Do alto do meu salto, que não usava a uns dez meses e do qual quase cai umas três vezes, fui ao programão sushi mais supermercado.
Entre as gôndolas eu me achava, assim como quando casei, estilo "sou uma mulher independente". Na época de recém-casada era por pagar a fatura mas agora, por usar calça justa, sapatos lindos e bolsinha pequena, passeando entre as gôndolas dona do meu tempo. Tipo assim, meio ridícula mesmo.
A materidade faz cada coisa com a gente. Mas imagine você, uma semana após dar a luz, descabelada às quatro da tarde, com a barriga que não voltou ao lugar e não contém mais um bebê, curvada pelos pontos da cesárea, com um rímel e tentando sorrir para as visitas e uma querida chega e diz: "nossa, que cara de acabada". Daí vem sua irmã caçula com a pérola "bem que dizem que a mulher fica largada de pois de ter filhos".
Pior, imagine você, sentada num café, três meses depois, já se achando ótima, magra e sem olheiras e outra querida que não te vê faz tempo comenta "a maternidade acaba mesmo com a gente, né?".
Deu para entender o momento saltitante entre embalagens de vinagre e latas de sardinha de maquiagem, calça justa, sapatos lindos e bolsinha pequena?
Cabelos arrumados, roupa clara sem medo de manchar de regurgito e sem botões na frente para poder amamentar. Bolsa pequena, onde não precisava caber a girafa de pelúcia e lá me fui com marido a passear enquanto mãe-que-é-mãe cuidava da pequena.
Do alto do meu salto, que não usava a uns dez meses e do qual quase cai umas três vezes, fui ao programão sushi mais supermercado.
Entre as gôndolas eu me achava, assim como quando casei, estilo "sou uma mulher independente". Na época de recém-casada era por pagar a fatura mas agora, por usar calça justa, sapatos lindos e bolsinha pequena, passeando entre as gôndolas dona do meu tempo. Tipo assim, meio ridícula mesmo.
A materidade faz cada coisa com a gente. Mas imagine você, uma semana após dar a luz, descabelada às quatro da tarde, com a barriga que não voltou ao lugar e não contém mais um bebê, curvada pelos pontos da cesárea, com um rímel e tentando sorrir para as visitas e uma querida chega e diz: "nossa, que cara de acabada". Daí vem sua irmã caçula com a pérola "bem que dizem que a mulher fica largada de pois de ter filhos".
Pior, imagine você, sentada num café, três meses depois, já se achando ótima, magra e sem olheiras e outra querida que não te vê faz tempo comenta "a maternidade acaba mesmo com a gente, né?".
Deu para entender o momento saltitante entre embalagens de vinagre e latas de sardinha de maquiagem, calça justa, sapatos lindos e bolsinha pequena?
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Amigas. E Mães
No café, Má e seu filho Roger, eu e Taly.
Maira: Então Nú, quando o fulano disse...
Roger: Mãe, o que é isso?
Maira: É um cachorrinho, filho
Nurit: E então?
Maira: Daí ele disse que iria...
Taly: Unhéé, unhéé
Nurit: Que foi amor, quer a chupeta?
Taly: Unhéééé
(empurrando carrinho)
Maira: que iria tentar de outra forma.
Nurit: Puxa, e...
Maira: Roger, volta aqui.
Nurit: ... e o que eu tinha para te dizer...
Maira: Roger, já aqui!
Nurit: era que preciso mudar, sabe?
Taly: Unhéé
Nurit: Quer mamar, filha?
(peitos para fora)
Taly: Glub, glub
Maira: Mudar como?
Nurit: Então, estava pensando...
Maira: Roger, já disse filho! Vem ver o livrinho que a mamãe trouxe
Roger: Quero pão de queijo
Maira: Vou pedir
Nurit: Pede uma água?
Maira: ... e então Nú?
Nurit: Putz, preciso ir para chegar a tempo de pegar a empregada em casa
Maira: OK, eu também
Nurit: Estava ótimo nosso papo. Quem sabe continuamos por e-mail mais tarde?
Maira: Até por fax seria mais fácil!
Vida de mãe...
Maira: Então Nú, quando o fulano disse...
Roger: Mãe, o que é isso?
Maira: É um cachorrinho, filho
Nurit: E então?
Maira: Daí ele disse que iria...
Taly: Unhéé, unhéé
Nurit: Que foi amor, quer a chupeta?
Taly: Unhéééé
(empurrando carrinho)
Maira: que iria tentar de outra forma.
Nurit: Puxa, e...
Maira: Roger, volta aqui.
Nurit: ... e o que eu tinha para te dizer...
Maira: Roger, já aqui!
Nurit: era que preciso mudar, sabe?
Taly: Unhéé
Nurit: Quer mamar, filha?
(peitos para fora)
Taly: Glub, glub
Maira: Mudar como?
Nurit: Então, estava pensando...
Maira: Roger, já disse filho! Vem ver o livrinho que a mamãe trouxe
Roger: Quero pão de queijo
Maira: Vou pedir
Nurit: Pede uma água?
Maira: ... e então Nú?
Nurit: Putz, preciso ir para chegar a tempo de pegar a empregada em casa
Maira: OK, eu também
Nurit: Estava ótimo nosso papo. Quem sabe continuamos por e-mail mais tarde?
Maira: Até por fax seria mais fácil!
Vida de mãe...
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Segunda-feira, Agosto 10, 2009
Um sábado, um café e um outro eu
Sábado a geladeira estava em crise existencial, caracterizada por um imenso vazio interior. Oba, oba, oba, vou ao super. Marido se ofereceu para as compras e eu quase implorando "não, deixa que eu vou, em nome da sanidade mental da sua esposa".
Dei de mamar e sai correndo, para que desse tempo de fazer tudo. Chovia torrencialmente, mas entrei no meu carrinho, que nem lembrava mais de mim, liguei o rádio com música de adulto, alta e saí dirigindo feliz e contente, como se o dia estivesse ensolarado e eu, a caminho da praia.
No meio da estrada o primeiro sinal. Saudade da filhota. Não, Nurit, força, você está indo de encontro ao mundo.
Paro num café, sozinha e feliz. Peço um descafeinado e saboreio como nos velhos tempos, pequenos prazeres, a la Amélie Poulain. Depois um sanduiche de palmito (amamentar dá uma fome assustadora) e mais um descafeinado. Já me sinto outra, renovada como se tivesse me dado ao luxo de massagens e tratamentos faciais com pepinos nos olhos.
Rumo em direção ao super. L-o-t-a-d-o. Saudades de planejar os cardápios com as frutas e legumes da estação (ou, considerando que moro em Porto Alegre, com o que dou a sorte de encontrar nas gôndolas), mas nenhuma saudade do bate-bate de carrinhos. Faltando uma hora para a mamada, o coração começa a disparar. Pego o que falta e saio correndo. Na estrada, nada de música de adulto. Beatles for babies. E leite descendo. E saudades da filhota. E a certeza de que a vida nunca será mais a mesma, pois sozinha, eu não me sinto mais completa.
Dei de mamar e sai correndo, para que desse tempo de fazer tudo. Chovia torrencialmente, mas entrei no meu carrinho, que nem lembrava mais de mim, liguei o rádio com música de adulto, alta e saí dirigindo feliz e contente, como se o dia estivesse ensolarado e eu, a caminho da praia.
No meio da estrada o primeiro sinal. Saudade da filhota. Não, Nurit, força, você está indo de encontro ao mundo.
Paro num café, sozinha e feliz. Peço um descafeinado e saboreio como nos velhos tempos, pequenos prazeres, a la Amélie Poulain. Depois um sanduiche de palmito (amamentar dá uma fome assustadora) e mais um descafeinado. Já me sinto outra, renovada como se tivesse me dado ao luxo de massagens e tratamentos faciais com pepinos nos olhos.
Rumo em direção ao super. L-o-t-a-d-o. Saudades de planejar os cardápios com as frutas e legumes da estação (ou, considerando que moro em Porto Alegre, com o que dou a sorte de encontrar nas gôndolas), mas nenhuma saudade do bate-bate de carrinhos. Faltando uma hora para a mamada, o coração começa a disparar. Pego o que falta e saio correndo. Na estrada, nada de música de adulto. Beatles for babies. E leite descendo. E saudades da filhota. E a certeza de que a vida nunca será mais a mesma, pois sozinha, eu não me sinto mais completa.
Terça-feira, Agosto 04, 2009
Não tem preço
- Ver sua filha chorando no colo de alguém, pegá-la nos braços e ela imediatamente parar de chorar (vai dizer que não é bom?!);
- O sorriso dela quando você chega para "salvá-la da fome";
- As gargalhadas para seus amigos do móbile ou sua amiga sorridente Julia (a boneca);
- Sentir a respiraçãozinha ofegante quando ela dorme no seu ombro, esperando o arroto que não vem (mesmo que seja de madrugada);
- As perninhas batendo na água na hora do banho. E ver aquelas coxinhas com dobrinhas. Ui.
- O sorriso dela quando você chega para "salvá-la da fome";
- As gargalhadas para seus amigos do móbile ou sua amiga sorridente Julia (a boneca);
- Sentir a respiraçãozinha ofegante quando ela dorme no seu ombro, esperando o arroto que não vem (mesmo que seja de madrugada);
- As perninhas batendo na água na hora do banho. E ver aquelas coxinhas com dobrinhas. Ui.
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
A opinião não é só minha.
Quando se tem filhos pequenos, pela impossibilidade de sair de casa (êta gripe suína), uma simples ida ao supermercado é a Disney. Um pulinho na farmácia, programão. Fazer a mão então é a glória!
Mas o pior, é que antes de dar as 'três horas antes da próxima mamada', a gente já está morrendo de saudades das nossas coisinhas e voltamos correndo para casa. Até o próximo 'programão'
Quando se tem filhos pequenos, pela impossibilidade de sair de casa (êta gripe suína), uma simples ida ao supermercado é a Disney. Um pulinho na farmácia, programão. Fazer a mão então é a glória!
Mas o pior, é que antes de dar as 'três horas antes da próxima mamada', a gente já está morrendo de saudades das nossas coisinhas e voltamos correndo para casa. Até o próximo 'programão'
Segunda-feira, Julho 27, 2009
Antes de ser mãe
Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas.
Tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria.
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
E dormia a noite toda.
Antes de ser mãe, eu nunca tive que segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida
e que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda, a cada 10 minutos,
para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!
(Silvia Schmidt)
Eu não tinha roupas manchadas.
Tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria.
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
E dormia a noite toda.
Antes de ser mãe, eu nunca tive que segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida
e que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda, a cada 10 minutos,
para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!
(Silvia Schmidt)
Terça-feira, Julho 21, 2009
Quando estava grávida, sonhava loucamente com comida japonesa. Claro, não podia comer.
Sonhava com sushis e temakis e já havia encomendado ao marido: dois de salmão ainda na maternidade.
Eis que nasceu a Taly, nada de temaki no pós parto, nada de temaki em casa e nada de me lembrar que existia o tal do temaki.
Assim somos, sempre querendo o que não podemos.
Agora descobri que a filhota é alérgica à proteína do leite. Nada de derivados ou carne vermelha por longos meses. E eis que ando sonhando com churrasco e brigadeiro de panela. Vai entender.
Sonhava com sushis e temakis e já havia encomendado ao marido: dois de salmão ainda na maternidade.
Eis que nasceu a Taly, nada de temaki no pós parto, nada de temaki em casa e nada de me lembrar que existia o tal do temaki.
Assim somos, sempre querendo o que não podemos.
Agora descobri que a filhota é alérgica à proteína do leite. Nada de derivados ou carne vermelha por longos meses. E eis que ando sonhando com churrasco e brigadeiro de panela. Vai entender.
Quinta-feira, Julho 09, 2009
24 horas
O dia começa, eu de pijama, despenteada, trocando fralda. Dou de mamar. Coloco minha filhotinha para dormir. Ela dorme. Acorda. Tiro do berço, nino. Ela dorme. Coloco no berço, acorda. Passa uma hora e ela dorme definitivamente. Eu volto para a cama, dormindo o sono leve que só que já teve uma babá eletrônica no lugar do desperador entende. Dali a algumas horas a história se repete. Depois eu me troco, penteio, passo um rimel para mostrar ao marido "cheiro leite, mas sou vaidosa". Vou trabalhar no computador (nada de licença maternidade). No meio do e-mail, choro na babá. Subo e faço carinho na cabeça. Não é hora de mamar. Ela dorme. Acorda. Dorme. Acorda. Desisto. Levo pro carrinho e aproveito para almoçar, com uma das pernas fazendo o vai-e-vem do carrinho. Ela dorme. Acorda. Hora de mamar. Troco a fralda, dou de mamar. Faço arrotar. Coloco no berço. Dorme. Acorda. Dorme. Acorda. E assim vamos até o final do dia. Marido chega. Banho. Mamar. Dorme. Jantamos. Acorda (sim, no meio do jantar). Dorme. Acorda. Dorme. Ufa. Boa noite.
Por isso queridos amigos, não fiquem chateados se não consigo dar atenção ou retornar a ligação. Quem sabe em breve. Por enquanto, sou 100% Taly.
Por isso queridos amigos, não fiquem chateados se não consigo dar atenção ou retornar a ligação. Quem sabe em breve. Por enquanto, sou 100% Taly.
Domingo, Junho 28, 2009
Vida com filhos
Conversa na cozinha:
- Be, o que faremos amanhã, para comemorar nosso aniversário de casamento?
- Hummm.... uma sopa?!
- Be, o que faremos amanhã, para comemorar nosso aniversário de casamento?
- Hummm.... uma sopa?!
Quando somos pequenas, sonhamos ser Cinderela. Quando temos filhos, imaginamos ser Bela Adormecida, nem que por uma noite apenas.
Quarta-feira, Junho 17, 2009
Já imaginam o motivo do sumiço, não é?
Minha princesa chegou ao mundo no início do mês, no que foi o momento mais emocionante e mais intenso de uma vida. E é aí que descobrimos que qualquer clichê que conheçamos sobre a maternidade cabe como uma luva para descrever o que sentimos.
Em breve volto com mais calma, assim que me adaptar à nova rotina de sono (ou ausência dele), mas por enquanto, estou me inundando de amor incondicional.
Minha princesa chegou ao mundo no início do mês, no que foi o momento mais emocionante e mais intenso de uma vida. E é aí que descobrimos que qualquer clichê que conheçamos sobre a maternidade cabe como uma luva para descrever o que sentimos.
Em breve volto com mais calma, assim que me adaptar à nova rotina de sono (ou ausência dele), mas por enquanto, estou me inundando de amor incondicional.
Sexta-feira, Maio 22, 2009
Minha tentativa de ser zen
Tá. A verdade é que a despedida 'pré-maternidade' não está funcionando.
Sou ansiosa demais para conseguir curtir momentos relax em frente à TV. Ontem percorri freneticamente o trajeto quarto-cozinha-escritório-quarto de bebê cerca de cinquenta vezes. Chequei meus e-mails centoevintemilhões de vezes, adiantei até trabalho que não existia, quase acabei meu livro da "Encantadora de bebês", troquei a bateria de tudo que estava ficando sem bateria pela casa, testei a cadeirinha de bebê com 'calming vibrations', andei uma hora pelo condomínio a passos extremamente desajeitados, assisti a vídeos de infância, organizei a lista de supermercado e... nada do bendito tempo passar.
Eu simplesmente não sou 'do lar' e ponto. Ainda bem que mamy chega sábado com promessa de muitas idas a Porto Alegre.
(Sim, eu sei que daqui a alguns dias a chance de eu ler este post e me arrepender de não ter aproveitado o dolce far niente é enorme, mas...)
Sou ansiosa demais para conseguir curtir momentos relax em frente à TV. Ontem percorri freneticamente o trajeto quarto-cozinha-escritório-quarto de bebê cerca de cinquenta vezes. Chequei meus e-mails centoevintemilhões de vezes, adiantei até trabalho que não existia, quase acabei meu livro da "Encantadora de bebês", troquei a bateria de tudo que estava ficando sem bateria pela casa, testei a cadeirinha de bebê com 'calming vibrations', andei uma hora pelo condomínio a passos extremamente desajeitados, assisti a vídeos de infância, organizei a lista de supermercado e... nada do bendito tempo passar.
Eu simplesmente não sou 'do lar' e ponto. Ainda bem que mamy chega sábado com promessa de muitas idas a Porto Alegre.
(Sim, eu sei que daqui a alguns dias a chance de eu ler este post e me arrepender de não ter aproveitado o dolce far niente é enorme, mas...)
Quinta-feira, Maio 21, 2009
Superstições
Não sou muito lá de superstições.
Passo embaixo de escada e não me importo que varram meu pé. Fujo de gato preto, mas fujo porque tenho medo. Fujo dos pretos, dos brancos e dos malhados também.
Para não dizer que não tenho nenhuma, costumo entrar no avião com o pé direito. Mas é só.
Afinal, nunca briguei com ninguém por ter entregue o saleiro em mãos.
Agora a mulherada anda dizendo que bebês nascem quando muda a lua. Sábado muda. E lua nova é lua de menina.
Será?
Passo embaixo de escada e não me importo que varram meu pé. Fujo de gato preto, mas fujo porque tenho medo. Fujo dos pretos, dos brancos e dos malhados também.
Para não dizer que não tenho nenhuma, costumo entrar no avião com o pé direito. Mas é só.
Afinal, nunca briguei com ninguém por ter entregue o saleiro em mãos.
Agora a mulherada anda dizendo que bebês nascem quando muda a lua. Sábado muda. E lua nova é lua de menina.
Será?
Terça-feira, Maio 19, 2009
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