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terça-feira, maio 27, 2008

Desabafo

Desculpem o desabafo, mas vesti meu uniforme paulista e vou reclamar.
Sabem o que me irrita em Porto Alegre? Que as pessoas (a maioria, para ser mais política) não sabem dar o devido valor ao que procuram.
Querem ter pão de parmesão a preço de pão francês, Mercedes a preço de Gol, Hidratação com L´anza a preço de hidratação com Seda e profissional com MBA a preço de estagiário.

Raiva!
(desculpem amigos e leitores gaúchos. Sei que paulista também não é grande exemplo de perfeição, mas vocês devem concordar um pouco comigo, não?)

terça-feira, abril 22, 2008

O tal do Seival

Uma vez por mês, acontece em Porto Alegre o que chamamos de "encontro da calcinha", que nada mais é que um jantar onde reunimos mulheres que trabalham com lingerie - fornecedores e clientes, que neste momento são apenas amigas - e conversamos sobre tudo que não seja calcinha e soutien.
Estes encontros acontecem em lugares diversos, desde a casa da queridíssima Conceição - concorrente em horário comercial e amiga após o expediente - que é uma anfitriã daquelas que fazem uma mesinha de canto virar um lounge com velas e pétalas - até os mais diversos restaurantes da cidade. Já fomos ao Box 21, ao Schullas, à Pizzaria Fornellone, ao Horizon, à Olaria (definitivamente o melhor fondue da cidade), Usina das Massas (saborosíssimo, que me desculpe a Veja, com sua indicação ao Puppi Baggio) e à D.O.C. Champanharia. Hoje, sugeri um dos meus restaurantes preferidos de POA: o Tutto Riso, primo irmão do Puppi Baggio, mas que merece muito mais destaque. Não só pelo ambiente fofésimo, de inspiração em uma villa Toscana, com um terraço acolhedor ao ar livre e um salão de cores quentes e detalhes cuidadosos, mas pelos pratos, muitíssimo bem servidos em suas panelas Le Creuset. Charmoséssimo.
Hoje não foi diferente. Estávamos em seis e pedimos um risoto de pernil de ovelha com vinho tinto - que estava absolutamente divino - e outro de espinafre, gorgonzola e amêndoas, que estava muito bom, apesar de ter achado que o gosto de espinafre sobressaía ao do gorgonzola e não é o que se espera de um prato com queijo de gosto marcante.
Para acompanhar, um vinho Fortaleza do Seival, Cabernet Sauvignon 2004. Veja bem, era uma vinho de R$30,00 e apesar de amar vinhos, não sou uma grande entendida e fico bastante satisfeita com uma escolha mais simples.
- O cabernet sauvignon, sra.?
- Sim, obrigada.
Comemos, comemos. Rimos, rimos. Para a sobremesa, pedi um mousse de chocolate branco com amêndoas e coulis de framboesa que estava muito saboroso. Tudo muito agradável, como sempre.
Na conta, um susto. O vinho, o tal do Seival, estava por R$70,00. Como assim? Chequei a carta e sim, a pateta aqui fez a pose de sommelier e se deu mal ao aceitar o Quinta do Seival, ao invés do Fortaleza. Raiva, muita raiva. Sei que tenho culpa no cartório, mas me deu uma brabeza imensa (como se diz por aqui) do garçom, que ou era mais pateta que eu ou infinitamente mais esperto.

E que fique claro: não me importo em pagar para comer. Aliás, é um dos meus maiores prazeres. Mas foi uma heresia engolir foie gras como se fosse patê de fígado.

Mais uma

No café

Maira: Tá, o que vai ser para o jantar de Pessach?
Nurit: Então, posso fazer o harosset, o knaidlach e as batatas...
Maira: Deixa a carne comigo, faço aquela receita do Panelinha.
Nurit: Hummm. Ótimo.

Homem anônimo: Com licença?
Maira: Sim?
Homem anônimo: Vocês são judias?
Nurit: Sim.
Homem anônimo: Ah, eu também! (Empolgação). Como se chamam?
Maira: Maira
Nurit: Nurit
Homem anônimo: (cara de interrogação)
Nurit: Somos paulistas (ou seja, não, não fazemos parte da sociedade gaúcha)
Homem anônimo: Ah é?! O que vieram fazer aqui?
Maira: casamos e mudamos
Homem anônimo: (cara de frustração) E com quem casaram?
Maira: fulano de tal 1
Homem anônimo: Não acredito! Ele é meu amigo. Fui no casamento de vocês. Sou o fulano de tal 2. E o seu (olhando para mim)?
Nurit: fulano de tal 3
Homem anônimo: Não acredito, fiz mestrado com ele! Que coincidência!

Moral da história 1: Entendem o que digo de Porto Alegre?
Moral da história 2: Aqui, deve-se tomar cuidado com o que você se fala em público e de preferência, não citar nomes.

Constatações gaudérias

Planejamento estratégico:
Foi realmente uma ótima idéia abrir a nova sede da padaria fofésima, no Bom Fim (bairro judaico), justamente na semana de Pessach. A tempo: em Pessach, não se come nenhum alimento fermentado, onde obviamente incluem-se os pães.

Afinal...:
Alguém sabe dizer qual o destino da nova ponte do aeroporto? Ela liga o quê a quê?

Modelo-atriz-miss:
É incrível como o sonho de toda gaúcha é ser miss-alguma-coisa. O auge desta fantasia cor de rosa é o "Garota Verão", concurso realizado anualmente em Atlântida. E ganhá-lo, é praticamente ser eleita a musa do Paris Fashion Week, visto que a dita cuja pode empinar o nariz e nem sequer responder a propostas de trabalho. Afe.

Villa de Caras Porto Alegre ou Show de Truman:
A Alê não está de todo errada ao comparar a vida gaudéria à bolha do filme show de Truman. É o amigo no papel de advogado que constata uma crise conjugal só porque você não ficou grude total com o marido na última festinha ou o atendente da prefeitura que desconfia do marido e lhe dá "dicas de bens do casal".

quarta-feira, março 05, 2008

Tchê! Agora com orgulho

Emoção! Emoção!

Hoje nas gôndolas do supermercado tinha alho-poró de verdade, lindo e gordo. Tinha manga, caqui e figo. Tinha morango, framboesa e pasmem: blueberry, que eu amo. Tinha melão, melancia e até physalis. Tinha cogumelos dos mais variados, tinha verdinhos e manjericão roxo.

E não. Não estou postando de São Paulo. Estou em Porto Alegre mesmo, feliz, enfim.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Aqui no ovo de codorna (leia-se: Porto Alegre), basta dar uma entrevista para um canal de TV local e pronto, você já está famosa.
E eu, achando que fosse passar despercebida, escutei o dia inteiro: "Nurit, te vi ontem! Estavas ótima guria!"

sábado, novembro 10, 2007

Por uma vida mais fresca!

Passei a semana viajando pelo 'sertão' gaúcho, denominação que criei para a região das missões, que vai de Cruz Alta até a fronteira com a Argentina - uma vasta região com economia baseada na boa vontade de São Pedro, ou seja, na agricultura e cuja a simplicidade das pessoas cativa.

No entanto, como não podia deixar de ser, meu lado cosmopolita e fresco floresceu. Desculpe, mas que atire o primeiro rímel quem nunca teve ataques deste tipo.
Durante minha adolecência resolvi que seria hippie, mas apenas enquanto isto significava usar saias indianas e aneis da feirinha do Guarujá. Nada mais que isso. Quando percebi que estava mais para chique que para hippie, assumi minha verdadeira essência: a fresca!

E esta semana senti falta de frescurices e detalhes. Senti falta de andar descalça sem nojo, de não ter que pensar onde apoiar o sabonete, de não ter que recusar uma cuia de chimarrão que já passou pela boca de dez desconhecidos, de comer sem nojo, de comer sem ninguém fazendo ruídos esquisitos, de wireless, de café espresso, de esfoliantes e óleos, de não cheirar a churrasco, de talheres limpos. Basicamente, de viver na minha bolha.

Mas enfim, nada muda. As viagens continuam, as pessoas queridas do interior continuam, as novas experiências continuam.
Mas acima de tudo, minhas infinitas frescuras continuam. Ah, continuam!

terça-feira, julho 31, 2007

Este é o canto gauchesco brasileiro...

Nos meus 4 anos como porto alegrense, comemorados no último dia 26/07, sem bombacha e sem chimarrão, sempre contei os minutos para ir a São Paulo quando tinha alguma viagem programada, fosse a passeio ou a trabalho.

Eis que embarcarei na próxima sexta, a trabalho, e nunca me senti tão sem vontade. Este país, que já era um circo, incorporou mais um número: o número dos aviões, em que palhaços monitoram aviões desgovernados e passam a brincar com a sua vida.

Mas não vamos confundir: é puro medo, e só. Ainda não estou amando esta terra do 'canto gauchesco' a ponto de não querer dar umas voltinhas por aí.

sexta-feira, junho 22, 2007

Mania de grandeza

Gauchada, lápis e papel nas mãos que eu vou explicar:

A Freeway não é a melhor estrada do mundo, churrasco gaúcho não é o melhor do mundo e o Zaffari não é o melhor supermercado do mundo.
Falando neste último, concordo que seja o melhor de Porto, afinal "economizar é comprar bem", mas um supermercado onde mal e mal se encontra uma sobrecoxa desossada (desculpa do funcionário: "os gaúchos não pagam porque é mais cara"), onde o fornecedor da peixaria parece pescar no Guaíba, onde a única rúcula comprável é hidropônica, onde alho porró tem o mesmo diâmetro do alecrim, onde lichia é palavra desconhecida, sem um carpaccio Wessel ou fondue de queijo suiço e tantos outros exemplos que uma simples visitinha ao Pão de Açúcar esclareceriam, não pode ser considerado o melhor supermercado do mundo.

Marido acabou de ligar de São Paulo, com lágrimas de emoção pela variedade de absolutamente tudo encontrada no centro da civilização. Pelo mercado que é efetivamente um mercado. E onde apesar de tudo isso, ninguém se auto intitula o melhor do mundo.

Marido, te aquieta! Volta que te aguardo com um chimarrão!

sexta-feira, março 30, 2007

Ponte Aérea

No dia em que eu vim morar em Porto Alegre, eu quase tive que ir ao hospital tomar soro, de tantas lágrimas que deixei pelo caminho. E as lágrimas persistiram por um longo tempo. Não sei como o santo do meu marido agüentou, mas a verdade é que eu só sonhava com o dia em que ele chegaria em casa dizendo:
- Amor, vamos voltar para São Paulo!
Num destes sonhos, eu acordei com o interfone. Era a transportadora com as 40 caixas de mudança que viriam a ocupar quase toda área útil do meu apartamento e as quais eu, num choque de real life, teria que abrir e lavar completamente sozinha, já que casei no maior estilo "numa casinha de sapê".
E adivinhem? Lavei. Chorando, mas lavei. Destruindo minhas mãos macias e unhas compridas, mas lavei. Não sem depois ligar para a minha mãe, implorando por uma visitinha, que ela, como uma boa ídiche mama, se apressou em fazer. Mas lavei. E também tirei o lixo, varri, arrumei, me virei... e cresci.

Todos diziam que essa angústia passaria, que eu desse tempo ao tempo. E o tempo realmente passou, eu comecei a trabalhar, encontrei referências na cidade e acabei fazendo minha vidinha por aqui.

A verdade é que morar longe me deu a chance de ser eu mesma, de construir a minha vida. E no final, eu acabei conquistando minha independência, minha liberdade a la Sex and the City. Numa versão casada e substituindo New York por Porto Alegre, mas tudo bem, a diferença é sutil.

No entanto, morar longe faz com que uma parte de mim esteja sempre em outro lugar. Ela fica na tristeza quando eu me despeço da minha mãe no aeroporto, sabendo que amanhã eu não poderei almoçar com ela, nem ir no churrasco de final de semana, nem fazer guefilt fish com ela em Pessach. Fica no meu pai, que não me vê na sinagoga, rezando com ele, e com quem eu não posso almoçar nos domingos. Fica na minha irmã do meio, que não me viu aplaudindo na platéia quando ela ganhou o prêmio de melhor aluna da faculdade, ou na minha irmã caçula com quem eu não comemorei quando ganhou seu primeiro carro. Fica na minha família toda, nos pequenos detalhes, no dia a dia que eu deixo de compartilhar.

Mas como diz minha mãe, foram as escolhas que eu fiz e que eu tenho que assumir. Não me arrependo, adoro minha vida e não conseguiria voltar a viver em São Paulo. Por diversos motivos. Mas às vezes essa vida de ponte aérea parte o coração.

quinta-feira, março 01, 2007

Você sabia que:

- Em Porto Alegre, você tem 98% de possibilidade de encontrar seu chefe ou colega de trabalho no supermercado? Assim, evite compras constrangedoras, como kilos de papel higiênico, modess e afins.
- Em Porto Alegre, é costume colocar um anúncio no jornal agradecendo à equipe médica do hospital quando nasce seu filho? (não riam, é verdade)
- Em Porto Alegre, o almoço ocorre do 12h às 14h mesmo aos finais de semana? Não o café da manhã, leiam bem: o almoço!
- Em Porto Alegre, as pessoas tem uma coordenação motora surpreendente? Sim, elas conseguem buzinar 1 milésimo de segundo após o farol (sinaleira) abrir a fim de apressar o lerdo da frente. Onde já se viu demorar 1 milésimo de segundo para engatar a primeira... tsc, tsc.
- Em Porto Alegre, praticamente não existem bancas de jornal? O jornal é vendido na rua de manhã. Não vá ter a péssima idéia de querer um jornal à tarde.
- Em Porto Alegre, coxilha é terreno com declive, cacetinho é pão francês, torrada é misto quente, chimia é geléia, lomba é rampa, bergamota é mixirica, peixar o carro é bater o carro e negrinho é brigadeiro?
- Em Porto Alegre, as auto-escolas tem um método exclusivo de ensinar a dirigir? Não me pergunte qual, pois ainda não descobri.
- Em Porto Alegre, você corre o risco de ser considerado um pária da sociedade caso não saiba o que é o Grenal?
- Os gaúchos acham que Deus é gaúcho?
(será que eles acham que ele anda de bombacha e chimarrão?)

Desculpem. Não é falar mal da cidade que eu adotei para morar. É apenas um manual de curiosidades para quem vier visitar.

Sonhos de uma noite de verão

Eu sempre achei que o Rio Grande do Sul era um lugar frio. É o extremo sul do nosso país e o William e a Fátima só lembram de citá-lo após ventanias, geadas e uma ou outra queda de neve.
Ninguém me avisou que o verão é insuportável, que a umidade é (eca!) enorme, o suor (eca!) infindável e a pressão baixa, constante.

As pessoas suam. O corrimão sua. As cerâmicas dos banheiros suam. Um suor em massa insuportável e suplicante por um ar condicionado.

Tenho uma amiga paulista (vou manter a privacidade e não citar seu nome) que veio morar aqui num mês de janeiro. Desavisada, chegou preparada para enfrentar o RS que os paulistas conhecem: com calça comprida, casacos e mais casacos. Pobre amiga.

Não vejo a hora de congelar. Dormir de edredon. Ter fome de novo. Ficar 6 meses sem ver nehuma barata. Mas tudo bem. Faltam 20 dias... Esperarei ansiosa e encharcadamente.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Ser judia em Porto Alegre

- Bom dia, vocês tem chalá?
- Não. Chalot só a partir de março.
- (!!!)

E eu que aprendi que shabat se faz toda sexta! Como estou desatualizada... Tenho que aprender a respeitar o horário de verão!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Seria um motivo para entrar em crise gaúcha, mas não, nós não vamos ao Planeta Atlântida.
Báh, sei que pode ser tri legal, tchê, mas estamos fora.

Ao contrário. Ontem fomos comer no Sushi Express comemorar a chegada do feriado e hoje passeamos na Encol (sem chimarrão) e demos uma voltinha no Nacional. Quer mais gaúcho que isso?

terça-feira, janeiro 16, 2007

Recado em "gauchês"

Alguém quer ir com a gente para a Sbórnia dançar o Copérnico?

domingo, dezembro 24, 2006

Melô gaúcho do feriado

Vamo lá pessoal, pro melô gaúcho do feriado!

Essa é dança do feriado
Quem ainda não dançou, tá na hora de aprender
A nova dança do feriado
Amanhã o dançarino pode ser você

E tenta ir no supermercado (fechado, fechado)
E no posto de gasolina (fechado, fechado)
E na padaria da esquina (fechado, fechado)
E no bar de comida caseira (fechado, fechado)
E na cafeteria da ladeira (fechado, fechado)
E no restaurante japonês (fechado, fechado)
E no açougue do português (fechado, fechado)

Fechado, fechado. fechado, fechado.

O jeito é ficar em casa... Fazendo churrasco!
E que saudades de São Paulo!

(Todo mundo cantando comigo)

Essa é dança do feriado
Quem ainda não dançou, tá na hora de aprender
A nova dança do feriado
Amanhã o dançarino pode ser você

terça-feira, novembro 07, 2006

Banho!!





Tudo bem que America Latina é America Latina, mas a Argentina é um país que nos faz perceber que dá para passar para o começo da fila dos "terceiro mundistas".
Buenos Aires fervilha cultura. Não somente os centros culturais, as zilhões de livrarias e exposições a céu aberto, como também na arquitetura que concentra prédios históricos (muito bem conservados) com construções ultra modernas.
São cafés super charmosos - com mesinhas na rua -, um centro vivo (não no sentido 25 de março), boêmio e com pouca violência. Sem contar as lojas fofas e lindas de morrer, principalmente em Palermo Soho (aliás, se quiserem fotos dos provadores e banheiros, minha amiga Alê pode conseguir). É um país em crise, mas onde o dinheiro circula, os shoppings são lindos e a calle Florida, uma mega Padre Chagas que vive lotada.
Os portenhos respeitam sua história, assim como os gaúchos, mas (desculpem amigos gaúchos), gabam-se de um Puerto Madero mais charmoso e desenvolvido impossível, com seus barzinhos e restaurantes 'beira-rio', pontes lindas, prédios suntuosos e não de um Guaíba que 'poderia ser, mas não é' (infelizmente).
Pra finalizar, o povo é educado e tem carinho pelos brasileiros (bem diferente de nós, que desejamos a eles Lula como presidente...risos). Eu amo o Brasil, mas realmente levamos um banho da Argentina!


Desculpem a babação, mas estou apaixonada! Apaixonada por Buenos Aires. Apaixonada por viajar. Apaixonada por ter tido tempo para curtir meu marido. Apaixonada por curtir a vida e dar vida às idéias.

sábado, outubro 28, 2006

Estava lendo o blog de uma brasileira que mora em Napolli, na Itália. A primeira coisa que me passou pela cabeça, após enxugar uma discreta lágrima de inveja, foi uma mulher que acorda e depois de colher azeitonas usando um vestido leve e florido, toma uma taça de vinho e desfruta de um banquete recém preparado em sua casa estilo toscano... Ups, ledo engano! Reclamações de pessoas, lugares, atitudes, me fizeram lembrar da minha listinha básica de insatisfações gaúchas. E também me fez parar para pensar que sempre achamos mais verde a grama do vizinho!
O blog é engraçadíssimo... e quem mora longe, se identifica imediatamente! http://www.madeinnapoli.blogspot.com/

terça-feira, agosto 15, 2006

Vamos deixar claro...

Sei que a euforia é grande com a disputa São Paulo x Inter amanhã em Porto Alegre, mas:
- Não, eu não sou são paulina
- Não sou colorada
- Sou daquelas que quando começa a partida, foge pra outra televisão para assistir a reprise de Friends.

OK?

Resumindo: eu não tenho nada a ver com isso!

sábado, junho 10, 2006

Aprendizados de um final de semana solteira em POA

Com o Beto em SP, tive a experiência de imaginar como seria a vida de solteira em POA. Desta oportunidade, tiro alguns preciosos aprendizados:
- Jamais moraria sozinha;
- Homem é muuuuito mais gostoso que cobertor elétrico;
- É bom ter o controle da TV;
- Não há absolutamente nada para fazer em dia chuvoso nesta cidade.
- Não há absolutamente nada para fazer em dia chuvoso, véspera de dia dos namorados e com passe-livre (ônibus de graça) nesta cidade;
- Há muuuita coisa para se fazer em SP;
- Mega balada é sinônimo de chá de bebê;

Conclusão: Be, volta logo!!!