Gaudérios,
A fim de uma boa dica para curtir a cidade ou simplesmente fugir do roteirinho básico de restaurantes que costumamos visitar todo santo final de semana?
http://destemperados.blogspot.com/!
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quinta-feira, agosto 28, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
Escritório café
Em minha nova rotina, sou uma frequentadora ainda mais assídua de cafés. Não somente pelo dito cujo, mas principalmente pelo wireless, que transforma qualquer estabelecimento em meu escritório.
Dizem que as mulheres tem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Além de saber dirigir, comer sanduiche e retocar a maquiagem tudo-ao-mesmo-tempo-agora, sei trabalhar escutando as conversas das mesas vizinhas, atributo este herdado da minha mãe, apesar dela, num nível mais evoluido, interromper bruscamente o 'causo' que você está contando para discorrer sobre o problema conjugal da senhora ao lado.
Mas de toda forma, os papos ecléticos são interessantíssimos. Algumas conclusões:
- Senhorinhas tomando chá à tarde, não trocam receitas. Falam de lingerie e homens. Acreditem!
- Uma mesa com mais de quatro homens transforma-se na ala de pavões do zoologico humano, numa competição incrível de quem fala mais alto e chama mais a atenção;
- Os homens caçam. E as mulheres mais ainda;
- Eu não sou o único ser capaz de sentar com uma amiga e compartilhar duas horas de futilidades;
- Adolescentes vivem num planeta fora do nosso sistema solar. Ainda bem que eu já voltei ao planeta Terra (faz teeeempo);
- E principalmente: todo mundo presta atenção na mesa ao lado.
É. A vida de escritório móvel é infinitamente mais divertida.
Dizem que as mulheres tem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Além de saber dirigir, comer sanduiche e retocar a maquiagem tudo-ao-mesmo-tempo-agora, sei trabalhar escutando as conversas das mesas vizinhas, atributo este herdado da minha mãe, apesar dela, num nível mais evoluido, interromper bruscamente o 'causo' que você está contando para discorrer sobre o problema conjugal da senhora ao lado.
Mas de toda forma, os papos ecléticos são interessantíssimos. Algumas conclusões:
- Senhorinhas tomando chá à tarde, não trocam receitas. Falam de lingerie e homens. Acreditem!
- Uma mesa com mais de quatro homens transforma-se na ala de pavões do zoologico humano, numa competição incrível de quem fala mais alto e chama mais a atenção;
- Os homens caçam. E as mulheres mais ainda;
- Eu não sou o único ser capaz de sentar com uma amiga e compartilhar duas horas de futilidades;
- Adolescentes vivem num planeta fora do nosso sistema solar. Ainda bem que eu já voltei ao planeta Terra (faz teeeempo);
- E principalmente: todo mundo presta atenção na mesa ao lado.
É. A vida de escritório móvel é infinitamente mais divertida.
terça-feira, agosto 19, 2008
Nã-nã-nã-nããããã
Ganhei um 'vale CD' de aniversário e lá fui eu na lojinha trocar. Pra variar, um mico. Sou daquelas que cantarola a música para o vendedor "aquela que começa assim nã-nã-nã-nãããã", que me olha com aquela cara de "ai, 19h e me entra mais uma louca". Sou assim porque ouço a música no rádio, amo, mas troco de estação antes de saber quem canta.
Hoje queria 'aquela em que uma cantora brasileira diz trechos em francês', que não foi desvendada por nenhum dos cinco vendedores. OK. Balaio aí vou eu.
A vantagem de morar a meia hora do centro da cidade, é que tenho tempo de ouvir CDs inteiros e por isso, cheguei com a certeza de ter feito uma troca fantástica. Se você, assim como eu, adora love songs do tempo do onça, com um pezinho no brega, mas tem vergonha de confessar, troque seu próximo vale CD por 'Air Supply - Love Song', feche a janela do carro, coloque no volume máximo (repito, feche a janela) e chore feito uma idiota. Estar de TPM ajuda.
Hoje queria 'aquela em que uma cantora brasileira diz trechos em francês', que não foi desvendada por nenhum dos cinco vendedores. OK. Balaio aí vou eu.
A vantagem de morar a meia hora do centro da cidade, é que tenho tempo de ouvir CDs inteiros e por isso, cheguei com a certeza de ter feito uma troca fantástica. Se você, assim como eu, adora love songs do tempo do onça, com um pezinho no brega, mas tem vergonha de confessar, troque seu próximo vale CD por 'Air Supply - Love Song', feche a janela do carro, coloque no volume máximo (repito, feche a janela) e chore feito uma idiota. Estar de TPM ajuda.
sexta-feira, agosto 15, 2008
Chegamos!
Depois de ser aprovada para obter o visto americano, apaziguando todas as suspeitas de que eu seria uma 'mulher bomba israelense', geradas pelo meu nome. Depois de trabalhar, trabalhar, trabalhar, cá estou eu de volta. Peguei o último voo de quarta e cheguei em casa. É voo assim mesmo, sem acento, o que prova que junto chegaram elas, as novas regras da lingua portuguesa. Um tanto quanto estranhas, confesso.
Em tempo:
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDONão se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
Em tempo:
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDONão se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
quinta-feira, julho 31, 2008
Qual o telefone da Super Nanny?
Para o horror das minhas 'amigas-mães' e especialmente do meu marido, eu tenho fobia a chilique infantil.
Antes de mais nada, deixo claro que amo crianças e que sonho ser mãe. Mas penso nos meus futuros rebentos como anjos de cabelos cacheados, educados e inteligentes a ponto de argumentar o porque levar tal comida coloridinha no supermercado ao invés de fazer birra e se jogar no chão.
Cada vez que presencio uma cena assim, sinto vontade de abraçar a mãe e dizer "calma, calma, o corredor de bebidas alcóolicas é o 23". Isto quando estou de bom humor. Em outras tantas vezes fico enfurecida, imaginando o que faria a Super Nanny. No mínimo, ela diria que a permissividade excessiva cria socipatas, ou que crianças precisam de limites como prova de amor. E eu concordo.
Sentar num restaurante imaginando ter uma agradável refeição e uma família com três filhos pequenos sentar ao meu lado é a certeza de calafrios. E se o caçula começar a chorar porque quer Coca-Cola, começo a procurar a próxima mesa vazia. E é aí que marido me olha com aquela cara de "você me preocupa".
Mas o que me preocupa, são os recorrentes pesadelos da minha sogra (que ela gentilmente chama de sonhos), com netinhos ruivos daqueles bem pestinhas, como o filho dela, que por sinal, é meu marido e contribuirá efetivamente na carga genética dos meus filhotes. E eu vou morder a lingua, tenho certeza.
Antes de mais nada, deixo claro que amo crianças e que sonho ser mãe. Mas penso nos meus futuros rebentos como anjos de cabelos cacheados, educados e inteligentes a ponto de argumentar o porque levar tal comida coloridinha no supermercado ao invés de fazer birra e se jogar no chão.
Cada vez que presencio uma cena assim, sinto vontade de abraçar a mãe e dizer "calma, calma, o corredor de bebidas alcóolicas é o 23". Isto quando estou de bom humor. Em outras tantas vezes fico enfurecida, imaginando o que faria a Super Nanny. No mínimo, ela diria que a permissividade excessiva cria socipatas, ou que crianças precisam de limites como prova de amor. E eu concordo.
Sentar num restaurante imaginando ter uma agradável refeição e uma família com três filhos pequenos sentar ao meu lado é a certeza de calafrios. E se o caçula começar a chorar porque quer Coca-Cola, começo a procurar a próxima mesa vazia. E é aí que marido me olha com aquela cara de "você me preocupa".
Mas o que me preocupa, são os recorrentes pesadelos da minha sogra (que ela gentilmente chama de sonhos), com netinhos ruivos daqueles bem pestinhas, como o filho dela, que por sinal, é meu marido e contribuirá efetivamente na carga genética dos meus filhotes. E eu vou morder a lingua, tenho certeza.
terça-feira, julho 29, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
Casinha no campo
Ainda estamos descobrindo as dores e as delícias de morar numa casa.
Dormir com barulho de sapo (detesto sapos, mas dá uma sensação de campo deliciosa) e acordar com o galo ou com as vacas da fazenda vizinha, tem uma energia especial. O suficiente para dar disposição para, num sábado de manhã, passar um cafezinho enquanto você assa muffins de banana com chocolate em uma cozinha iluminada e ampla, onde finalmente cabem todas as suas tralhas, livros e apetrechos culinários, no maior esquema 'separados-por-cor-e-tipo', neurótica por arrumação que sou.
A vista? Pés de bergamota, caqui e limão. E o espaço onde num breve futuro será a horta.
Até aí, tudo de bom.
Daí vem uma vizinha dizer que viu uma coral (pânico). "Mas Nurit, no Brasil não há corais verdadeiras". "Ahhh, então tudo bem (!!)" e a outra descrever com detalhes como acordou com um morcego a seu lado na cama.
E assim vou mantendo portas e janelas fechadas, no maior esquema, 'moro numa casa mas ainda sou urbana', até o dia em que andarei de galochas plantando flores pelo jardim. Se este dia chegar.

Dormir com barulho de sapo (detesto sapos, mas dá uma sensação de campo deliciosa) e acordar com o galo ou com as vacas da fazenda vizinha, tem uma energia especial. O suficiente para dar disposição para, num sábado de manhã, passar um cafezinho enquanto você assa muffins de banana com chocolate em uma cozinha iluminada e ampla, onde finalmente cabem todas as suas tralhas, livros e apetrechos culinários, no maior esquema 'separados-por-cor-e-tipo', neurótica por arrumação que sou.
A vista? Pés de bergamota, caqui e limão. E o espaço onde num breve futuro será a horta.
Até aí, tudo de bom.
Daí vem uma vizinha dizer que viu uma coral (pânico). "Mas Nurit, no Brasil não há corais verdadeiras". "Ahhh, então tudo bem (!!)" e a outra descrever com detalhes como acordou com um morcego a seu lado na cama.
E assim vou mantendo portas e janelas fechadas, no maior esquema, 'moro numa casa mas ainda sou urbana', até o dia em que andarei de galochas plantando flores pelo jardim. Se este dia chegar.

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Assim ó...,
Avental e colher de pau,
Porta retrato
quinta-feira, julho 17, 2008
Eu ainda não tinha conhecido sensação maior de 'estar perdida'. Nem quando vim morar aqui, nem da primeira vez em que vi minha mãe chorar.
E de repente, meu grande exemplo de vida, meu avô, que por muitas vezes foi pai, um homem forte, que me ensinou o sentido de quase tudo que conheço e que faz parte de todos os sonhos que eu sonho, não está mais forte. Está fraco.
E com isso, meu mundo desaba de uma forma que eu sempre imaginei que fosse acontecer, mas que sempre evitei pensar.
E com isso, todos os minutos em que não estou trabalhando, estou chorando. Por medo. Por vazio. E pela distância. Por não estar com ele, que sempre esteve conosco.
Por isso, desculpem meu sumiço. Tenho andado sozinha comigo. Mas volto.
E de repente, meu grande exemplo de vida, meu avô, que por muitas vezes foi pai, um homem forte, que me ensinou o sentido de quase tudo que conheço e que faz parte de todos os sonhos que eu sonho, não está mais forte. Está fraco.
E com isso, meu mundo desaba de uma forma que eu sempre imaginei que fosse acontecer, mas que sempre evitei pensar.
E com isso, todos os minutos em que não estou trabalhando, estou chorando. Por medo. Por vazio. E pela distância. Por não estar com ele, que sempre esteve conosco.
Por isso, desculpem meu sumiço. Tenho andado sozinha comigo. Mas volto.
terça-feira, junho 24, 2008
Bodas
No primeiro ano, escrevi uma carta num lindo papel vermelho
No segundo, a irmã enviou chumaços de algodão por correio
No terceiro, nada temático, mas poderia muito bem ter aproveitado o couro como, digamos, meio
No quarto, frutas exóticas enfeitadas com centeio (ê licença poética)
Mas me diz: que raios posso fazer com as 'Bodas de Madeira'?!
Bem, podemos fazer isso. E sem terceiros.
No segundo, a irmã enviou chumaços de algodão por correio
No terceiro, nada temático, mas poderia muito bem ter aproveitado o couro como, digamos, meio
No quarto, frutas exóticas enfeitadas com centeio (ê licença poética)
Mas me diz: que raios posso fazer com as 'Bodas de Madeira'?!
Bem, podemos fazer isso. E sem terceiros.
domingo, junho 22, 2008
Microonderia
E num espasmo de lucidez, em meio a um final de semana de trabalho, me pego imaginando se marido ficaria muito bravo caso fizesse isso: http://www.microonderia.com.br/.
Sim, porque depois de aproveitar um plantão dele e colocar pregos na porta do armário para abrigar minha extensa e eclética coleção de colares, sinto que devo considerar qual será a reação.
Sim, porque depois de aproveitar um plantão dele e colocar pregos na porta do armário para abrigar minha extensa e eclética coleção de colares, sinto que devo considerar qual será a reação.
quinta-feira, junho 05, 2008
Túnel do tempo
A Mi fez. Depois a Dri. Foi inevitável que eu fizesse também.
O QUE VC ESTAVA FAZENDO?
Há 10 anos:
1998. 18 anos
O ano em que tudo o que eu queria e almejava era ser maior de idade e ter carteira de motorista. Bons tempos.
Tinha acabado de entrar na faculdade de publicidade, o que foi uma transição enorme para quem estava acostumada a escolas super-ultra-mega tradicionais. Do dia para a noite, eu estudava filosofia, sociologia e análise da imagem, além de passar algumas tardes no Dadá, tomando cerveja. Isso até eu começar meu primeiro estágio, que também foi neste ano. No dia 31 de dezembro, para fechar com chave de ouro, conheci o Beto e aprendi o que eram os tais sininhos que tocavam. Me apaixonei perdidamente (mas no começo de 1999 também sofri de amor e chorei um oceano Pacífico de lágrimas) e fiquei extasiada com todas estas novas sensações que nunca haviam sido tão fortes.
Há 5 anos:
2003 - 23 anos.
Este ano foi intenso. Passei os primeiros seis meses ansiosíssima com o casamento e felicíssima com ele. Com medo de mudar de cidade e esperançosa com as novas perspectivas. Os outros seis meses eu passei chorando. É feio, horrível dizer isso, mas é verdade. E eu admiro meu marido por ter me aguentado este tempo todo, porque pra mim, felicidade de recém-casada foi a partir do segundo ano. Estava longe de todo mundo, numa cidade estranha e num esquema novo. Mas sabe aquele "me apaixonei perdidamente" de cinco anos atrás? Pois continuava e continua sendo assim... e por isso, eu sabia que valia o preço.
Ontem:
Trabalhei um pouco em casa, com pedidos e e-mails. Depois fui com a Má, na casa da Alê, comemorar seu aniversário versão 'licença maternidade'. Visitei uma cliente, almocei em casa e passei a tarde em clientes. Cancelei o pilates do final da tarde devido à TPM e devido à mesma, dormi sonhando com um brigadeiro de panela, mas colada no meu marido, por quem há dez anos, os sábios sininhos tocaram.
O QUE VC ESTAVA FAZENDO?
Há 10 anos:
1998. 18 anos
O ano em que tudo o que eu queria e almejava era ser maior de idade e ter carteira de motorista. Bons tempos.
Tinha acabado de entrar na faculdade de publicidade, o que foi uma transição enorme para quem estava acostumada a escolas super-ultra-mega tradicionais. Do dia para a noite, eu estudava filosofia, sociologia e análise da imagem, além de passar algumas tardes no Dadá, tomando cerveja. Isso até eu começar meu primeiro estágio, que também foi neste ano. No dia 31 de dezembro, para fechar com chave de ouro, conheci o Beto e aprendi o que eram os tais sininhos que tocavam. Me apaixonei perdidamente (mas no começo de 1999 também sofri de amor e chorei um oceano Pacífico de lágrimas) e fiquei extasiada com todas estas novas sensações que nunca haviam sido tão fortes.
Há 5 anos:
2003 - 23 anos.
Este ano foi intenso. Passei os primeiros seis meses ansiosíssima com o casamento e felicíssima com ele. Com medo de mudar de cidade e esperançosa com as novas perspectivas. Os outros seis meses eu passei chorando. É feio, horrível dizer isso, mas é verdade. E eu admiro meu marido por ter me aguentado este tempo todo, porque pra mim, felicidade de recém-casada foi a partir do segundo ano. Estava longe de todo mundo, numa cidade estranha e num esquema novo. Mas sabe aquele "me apaixonei perdidamente" de cinco anos atrás? Pois continuava e continua sendo assim... e por isso, eu sabia que valia o preço.
Ontem:
Trabalhei um pouco em casa, com pedidos e e-mails. Depois fui com a Má, na casa da Alê, comemorar seu aniversário versão 'licença maternidade'. Visitei uma cliente, almocei em casa e passei a tarde em clientes. Cancelei o pilates do final da tarde devido à TPM e devido à mesma, dormi sonhando com um brigadeiro de panela, mas colada no meu marido, por quem há dez anos, os sábios sininhos tocaram.
terça-feira, maio 27, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
E-mail premiado
Grandes espetáculos não costumam vir para Porto Alegre. Até que a agenda cultural da cidade é intensa, mas os grandes mesmo costumam ficar no eixo Rio - São Paulo.
Assim, em maio do ano passado, quando iniciaram-se as vendas para o Cirque de Soleil de 2008, fiquei entusiasmada. Esperei os dias de venda exclusiva para quem tinha American Express e lá fui eu pegar uma bela fila no estacionamento do Zaffari Ipiranga.
Pois eis que no primeiro dia, os melhores lugares já estavam esgotados e haviam sobrado somente os de R$400,00.
Por melhor que seja o show e por mais que eu acredite na máxima 'carpe diem', não rolava pagar R$800,00 para que eu e marido fossemos nos divertir um pouco. Ainda mais em ano de construção de casa.
Paciência.
Este mês, a Má e uma cliente me avisaram que há uma promoção compre-dois-e-pague-um em parceria com a TAM. Pensei muito, mas mesmo com os 50%, mantive firme a posição negativa. Por R$400,00, posso comprar todos os acessórios dos banheiros da casa nova. Desculpe, mas são as prioridades.
Pois eis que hoje, recebo um e-mail de um querido ex chefe de uma empresa que trabalhei em São Paulo (direto do túnel do tempo) e que hoje é diretor de uma das empresas patrocinadoras: "Oi Nurit, tudo bem? Estamos patrocinando a temporada do Cirque du Soleil no Brasil. Nesta quarta, temos uma sessão fechada e tenho um par de ingressos sobrando, se você quiser ir com seu marido, os ingressos são seus..."
Tá bom ou quer mais? Agora tenho um par de ingressos para o Cirque du Soleil e mais os acessórios dos banheiros!
Assim, em maio do ano passado, quando iniciaram-se as vendas para o Cirque de Soleil de 2008, fiquei entusiasmada. Esperei os dias de venda exclusiva para quem tinha American Express e lá fui eu pegar uma bela fila no estacionamento do Zaffari Ipiranga.
Pois eis que no primeiro dia, os melhores lugares já estavam esgotados e haviam sobrado somente os de R$400,00.
Por melhor que seja o show e por mais que eu acredite na máxima 'carpe diem', não rolava pagar R$800,00 para que eu e marido fossemos nos divertir um pouco. Ainda mais em ano de construção de casa.
Paciência.
Este mês, a Má e uma cliente me avisaram que há uma promoção compre-dois-e-pague-um em parceria com a TAM. Pensei muito, mas mesmo com os 50%, mantive firme a posição negativa. Por R$400,00, posso comprar todos os acessórios dos banheiros da casa nova. Desculpe, mas são as prioridades.
Pois eis que hoje, recebo um e-mail de um querido ex chefe de uma empresa que trabalhei em São Paulo (direto do túnel do tempo) e que hoje é diretor de uma das empresas patrocinadoras: "Oi Nurit, tudo bem? Estamos patrocinando a temporada do Cirque du Soleil no Brasil. Nesta quarta, temos uma sessão fechada e tenho um par de ingressos sobrando, se você quiser ir com seu marido, os ingressos são seus..."
Tá bom ou quer mais? Agora tenho um par de ingressos para o Cirque du Soleil e mais os acessórios dos banheiros!
sábado, maio 24, 2008
Vício em crise
Eu sou um ser de vícios. Parei de fumar depois de 7 anos, mas é só. Dos outros, não me livro nem amordaçada.
Amo vinho e sou louca por café. Alguns por dia. E na rua.
Se passo mais de 10h sem cafeína, começo a ter crise de abstinência, o que faz com que seja habitué de todos os cafés fofos da cidade.
Pois eis que ontem o café do restaurante não caiu bem. "Talvez por ser de restaurante". Mais tarde o do Press, um dos melhores da cidade, me deu enjôo. Só o cheiro.
Socorro! Deu tilt!
* Observação importante: Não, não estou grávida... risos
Amo vinho e sou louca por café. Alguns por dia. E na rua.
Se passo mais de 10h sem cafeína, começo a ter crise de abstinência, o que faz com que seja habitué de todos os cafés fofos da cidade.
Pois eis que ontem o café do restaurante não caiu bem. "Talvez por ser de restaurante". Mais tarde o do Press, um dos melhores da cidade, me deu enjôo. Só o cheiro.
Socorro! Deu tilt!
* Observação importante: Não, não estou grávida... risos
As visitas
Já disse aqui que amamos receber visitas? Pois bem: amamos.
É uma forma de estar 24h por dia com família e amigos queridos, o que não acontece em SP, quando temos 1.127 pessoas para ver.
E este foi um mês de visitas. Agora, estamos com minha mãe, o que é delicioso não só pelo fato de colo, cuidados, papos, ajuda na mudança ou simplesmente: 'porque mãe é mãe', mas porque o esquema é 100% o mesmo. Ou seja, pra começar, ninguém acorda antes do meio dia no sábado. E pra completar, o programa predileto é comer. É massa no almoço e churrasco (com miúdos inclusos, quer mais sintonia?) no jantar, ou risoto numa refeição e fondue na outra. Com docinho e café no meio da tarde.
Estamos nos transformando em seres de formato esférico, mas com um sorriso no rosto!
É uma forma de estar 24h por dia com família e amigos queridos, o que não acontece em SP, quando temos 1.127 pessoas para ver.
E este foi um mês de visitas. Agora, estamos com minha mãe, o que é delicioso não só pelo fato de colo, cuidados, papos, ajuda na mudança ou simplesmente: 'porque mãe é mãe', mas porque o esquema é 100% o mesmo. Ou seja, pra começar, ninguém acorda antes do meio dia no sábado. E pra completar, o programa predileto é comer. É massa no almoço e churrasco (com miúdos inclusos, quer mais sintonia?) no jantar, ou risoto numa refeição e fondue na outra. Com docinho e café no meio da tarde.
Estamos nos transformando em seres de formato esférico, mas com um sorriso no rosto!
quinta-feira, maio 15, 2008
"Só uma mulher sabe" parte II
(versão 'não mereço uma massagem?')
- O que é fazer supermercado às 21h, após um dia de muito trabalho
- Que brócolis e couve-flor são saudáveis, apesar do pânico de encontrar minhoquinhas aos lavá-los
- Que precisa-se encontar brechas para levar na tinturaria as roupas da festa de sábado, para passar no açougue e para emoldurar os quadros
- Que geladeira que se preze não fica sem um docinho
- O que é abstrair cinco segundos durante a reunião, pensando 'será que as roupas vão secar ou terei que levá-las na lavanderia?'
- O que é engolir um almoço em cinco minutos porque depilação é prioridade
- O sacrifício corporal de anos assumindo a responsabilidade anticoncepcional
- Saber que tudo isso faz parte. E ganhar mesmo uma massagem
Visita ilutre (inha)
Será esmagado, apertado, mordido e mimado. Muito mimado. Quem? O sobrinho fofo, que com cunhada e cunhado, fará uma visitinha para as bandas de cá neste final de semana.
Já avisei que o 'apê hotel' é uma estrela com café da manhã, mas funciona como coração de mãe: sempre cabe mais um. Ou dois. Ou três.
Já avisei que o 'apê hotel' é uma estrela com café da manhã, mas funciona como coração de mãe: sempre cabe mais um. Ou dois. Ou três.
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Porta retrato
Mais um vizinho em Westeria Lane
A obra já é quase uma casa. Finalmente.
Hoje era o dia de colocar o split e fui lá encontrar o instalador. O tal, me chamando de 'dona', reclamou de toda a instalação, brigou com arquiteto e simplesmente abandonou a obra, disse que não ia fazer e ponto. Dá pra acreditar? Conversar, trocar idéia? Pra que, se é mais fácil ter um chilique, me deixando com a maior cara de tacho na frente do basalteiro e do jardineiro?
Passado o show, enquanto esperava pelo marceneiro, aparece a vizinha do lado, que muito querida, elogiou a casa e deu dicas sobre o jardim e o condomínio. Depois, a vizinha de duas casas abaixo se apresentou e ofereceu ajuda para qualquer coisa que eu precise. Me senti a própria Bree Van der Kamp em Westeria Lane, imaginando se no breve (espero) dia de nossa mudança, levarei tortas de maçã aos prestimosos vizinhos.
Mas enquanto o dia não chega, preciso procurar outro instalador, pois julho está chegando e não estou disposta a passar dias congelantes pela casa. E depois eu que tenho TPM!
Hoje era o dia de colocar o split e fui lá encontrar o instalador. O tal, me chamando de 'dona', reclamou de toda a instalação, brigou com arquiteto e simplesmente abandonou a obra, disse que não ia fazer e ponto. Dá pra acreditar? Conversar, trocar idéia? Pra que, se é mais fácil ter um chilique, me deixando com a maior cara de tacho na frente do basalteiro e do jardineiro?
Passado o show, enquanto esperava pelo marceneiro, aparece a vizinha do lado, que muito querida, elogiou a casa e deu dicas sobre o jardim e o condomínio. Depois, a vizinha de duas casas abaixo se apresentou e ofereceu ajuda para qualquer coisa que eu precise. Me senti a própria Bree Van der Kamp em Westeria Lane, imaginando se no breve (espero) dia de nossa mudança, levarei tortas de maçã aos prestimosos vizinhos.
Mas enquanto o dia não chega, preciso procurar outro instalador, pois julho está chegando e não estou disposta a passar dias congelantes pela casa. E depois eu que tenho TPM!
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