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segunda-feira, julho 28, 2008

Casinha no campo

Ainda estamos descobrindo as dores e as delícias de morar numa casa.

Dormir com barulho de sapo (detesto sapos, mas dá uma sensação de campo deliciosa) e acordar com o galo ou com as vacas da fazenda vizinha, tem uma energia especial. O suficiente para dar disposição para, num sábado de manhã, passar um cafezinho enquanto você assa muffins de banana com chocolate em uma cozinha iluminada e ampla, onde finalmente cabem todas as suas tralhas, livros e apetrechos culinários, no maior esquema 'separados-por-cor-e-tipo', neurótica por arrumação que sou.

A vista? Pés de bergamota, caqui e limão. E o espaço onde num breve futuro será a horta.

Até aí, tudo de bom.

Daí vem uma vizinha dizer que viu uma coral (pânico). "Mas Nurit, no Brasil não há corais verdadeiras". "Ahhh, então tudo bem (!!)" e a outra descrever com detalhes como acordou com um morcego a seu lado na cama.

E assim vou mantendo portas e janelas fechadas, no maior esquema, 'moro numa casa mas ainda sou urbana', até o dia em que andarei de galochas plantando flores pelo jardim. Se este dia chegar.

quarta-feira, julho 23, 2008

Despedida

Meu querido avozinho,

Não fique triste por nos ver tão tristes. Ainda estamos tentando entender como viveremos sem você.
Obrigada por cada dia que passou aqui, tão presente nas nossas vidas e pela honra de ser sua neta. Obrigada por cada conselho, eles guiam minha vida. Obrigada pelo exemplo de vida. Obrigada por ter compartilhado sua história e por todo amor. Pelos momentos sempre juntos. Por ensinar a importância de estarmos sempre juntos. Obrigada pela nossa família e por ter sido tantas vezes um segundo pai, você sabe o quanto isso significou para mim. Obrigada pelas visitas noturnas, quando minha mãe fazia faculdade, só para ver se estávamos bem. Obrigada por tudo o que fez para tornar nossa infância mágica.

Eu queria tanto que tivesse conhecido nossa casa nova. Queria ter te preparaddo goulash e latkes, como prometi . Saiba que você está em cada cantinho dela, por ter sonhado tanto conosco. E que estará comigo em cada sonho que realizar, por fazer parte do que sou.

Eu só não consigo ainda acreditar que nunca mais você me chamará de 'neguinha', que nunca mais te verei tão lindo de camisa azul, combinando com seus olhos. Que nunca mais escutarei sua voz ou te darei um beijo. Ou direi que te amo muito, como minhas últimas palavras para você.

Descanse em paz meu avô lindo. Descanse com a vovó, pois sabemos o quanto você sentiu saudades dela.
Sentirei sua falta todos os dias da minha vida.
Te amo muito,
Nú

terça-feira, julho 01, 2008

quinta-feira, maio 15, 2008

Visita ilutre (inha)

Será esmagado, apertado, mordido e mimado. Muito mimado. Quem? O sobrinho fofo, que com cunhada e cunhado, fará uma visitinha para as bandas de cá neste final de semana.
Já avisei que o 'apê hotel' é uma estrela com café da manhã, mas funciona como coração de mãe: sempre cabe mais um. Ou dois. Ou três.

quinta-feira, abril 24, 2008

"Queridos Li e Will,

Que a família de vocês seja cada dia mais linda e feliz. Ficamos emocionados com a homenagem.

Vocês sabem o quanto são especiais para nós. Um beijo."

Pessach, matzá e... etc!

As noites de Pessach, assim como outras festividades judaicas, sempre foram uma deliciosa tradição na minha família. Eram as noites em que todos - avós, tios, primos e primos dos primos - nos encontrávamos na loucura de São Paulo para saborear a deliciosa culinária judaica, colocar o papo em dia e primordialmente celebrar. Pessach é uma festa que comemora a libertação e é muito simbólica, alegre e musical.
Minha família não é especialmente atenta aos costumes religiosos, mas eu sempre achei que a essência da continuidade e da união está na tradição. E isso é seguido à risca.

Quando vim morar em Porto Alegre, datas como esta passaram a ser muito difíceis e extremamente saudosas. Chovarava, chorava e chorava (santo marido). Sentia falta da família e do clima de celebração. Sentia falta da keará minuciosamente montada pela minha avó, do meu pai lendo a hagadá e repetidamente pedindo silêncio para a nossa nada pequena família. Falta de tudo. Falta de todos.
Começamos então a formar pequenos grupos para celebrar por aqui e foi de um tempo para cá que passamos - nós e nossos amigos judeus paulisto-gaúchos - a comemorar cada data como uma família. Este ano tivemos duas noites alegres, especiais e simbólicas.

E como às vezes o dia-a-dia não nos deixa agradecer suficientemente os presentes especiais que recebemos, deixo aqui registrado:
Queridas Alê e Má: como é bom ter vocês, amigas-irmãs especiais. Obrigada!

Chag Sameach!


domingo, novembro 25, 2007

A Mimi não aguentou, scaneou e me enviou. Já eu, não aguentei e postei.
Eu (de costas) e a primoca querida, nos áureos tempos do Guarujá, hoje Guarujento.

terça-feira, agosto 14, 2007

quinta-feira, agosto 02, 2007

Uma imagem vale mais que mil palavras

Ok... 3 imagens!





Final de semana delicioso!

quinta-feira, julho 12, 2007

Uma tia babona


OBS (especial para a Claudinha).: tia pode ser também entre aspas, para respeitar a original!

segunda-feira, abril 16, 2007

Querido vovô,


Gostaria de deixar registrado aqui o quão imensamente eu o admiro.

Um homem batalhador, com uma história de vitórias e superações, que sempre fez questão de nos ensinar que conquistas e bons momentos devem ser compartilhados com as pessoas que amamos. E que também nos ensinou a amar.

Como eu admiro cada ensinameto, cada lembrança. Cada segundo em que você exerceu tantos outros papéis que não eram seus, cada vez que mostrou o caminho que devíamos seguir quando estávamos inseguros, cada alicerce que construiu para sermos quem somos hoje e cada gesto seu com o único objetivo de nos fazer feliz. E fez. E faz.

Estamos todos vibrando com você, que cada dia que passa, nos mostra que é ainda mais forte do que imaginávamos ser. Nos mostra o quanto vale a pena cada segundo que estamos aqui, aprendendo a valorizar tudo de maravilhoso que temos.
Que grande exemplo de ser humano você é.

E vô: até os 120 (pelo menos).



Com muito amor,

Nurit

terça-feira, abril 10, 2007

Bem vindo ao mundo

Estou completamente apaixonada, mas não, o Beto não precisa se preocupar com nada a não ser com meus hormônios maternais em plena ebulição.

Estou apaixonada por este serzinho fofo da foto que, eu como titia postiça, não sou suspeita para falar.

É o filhinho da Má e do Alê, amigos pra lá de especiais. O pequeno Roger chegou ao mundo hoje, lindo, lindo, com uma boquinha fofa, mãos delicadinhas e todo cabeludinho. Daria vontade de apertar, não fosse maior a vontade de simplesmente passar a tarde carregando ele no colo, babando.



Má e Alê, desejo que o Roger só venha trazer alegria para a linda família de vocês. Que tenham saúde sempre, felicidade todos os dias e muitos compromissos de final de semana para eu possa ficar mimando meu sobrinho postiço!

domingo, março 11, 2007

Chá de Bebê


É tão bom se divertir à toa (a Má não concordaria que as risadas foram à toa, mas...), ontem foi o Chá de Bebê da Má, organizado por mim e pela Alê, já quase intituladas organizadoras oficiais de 'chás', não fosse o fato de nossa única cliente ser justamente a Má.


Na realidade, começamos o chá pensando seriamente na idéia de transformar este hobby em profissão, com várias mulheres grávidas ou aspirantes a, solicitando nossos cartões e contatos, elogiando a organização do evento e a prestimosidade da dupla. Balinhas coloridas, comes e bebes, convites, livrinhos de recados... tudo cintilante de tão meigo. E continuaria assim, não fosse o fato da própria gauchada solicitar a famosa 'adivinhação de presentes' com as tradicionais prendas.

Fazer o que, aceitamos.

O fato é que não somos tão tradicionais assim, e após rirmos muito, acabamos sem clientes.

Fazer o que. O importante é a Má ter ficado feliz (pelo menos, ela disse que sim).

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Que delícia é limpar armários, gavetas lotadas, caixas empoeiradas e encontrar fotos delíciosas (achei que todas elas estivessem em SP). Voltei uns minutinhos para o passado e fiquei com saudades...