Dormir com barulho de sapo (detesto sapos, mas dá uma sensação de campo deliciosa) e acordar com o galo ou com as vacas da fazenda vizinha, tem uma energia especial. O suficiente para dar disposição para, num sábado de manhã, passar um cafezinho enquanto você assa muffins de banana com chocolate em uma cozinha iluminada e ampla, onde finalmente cabem todas as suas tralhas, livros e apetrechos culinários, no maior esquema 'separados-por-cor-e-tipo', neurótica por arrumação que sou.
A vista? Pés de bergamota, caqui e limão. E o espaço onde num breve futuro será a horta.
Até aí, tudo de bom.
Daí vem uma vizinha dizer que viu uma coral (pânico). "Mas Nurit, no Brasil não há corais verdadeiras". "Ahhh, então tudo bem (!!)" e a outra descrever com detalhes como acordou com um morcego a seu lado na cama.
E assim vou mantendo portas e janelas fechadas, no maior esquema, 'moro numa casa mas ainda sou urbana', até o dia em que andarei de galochas plantando flores pelo jardim. Se este dia chegar.































